4 de abril de 2025
Ontem e hoje
28 de março de 2025
Trabalho e casa
17 de março de 2025
Pai
14 de março de 2025
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7 de março de 2025
Carnaval
21 de fevereiro de 2025
Trabalha trabalha
11 de fevereiro de 2025
Livros 2024
2024 foi um ano que li menos, mas decidi não pensar como se fosse uma corrida maluca. Tento ler um pouco todos os dias, mas sinto que peguei um desafio enorme ao escolher ler Proust. De qualquer forma, aos trancos e barrancos, estou na metade do caminho. É provável que eu leve ainda o ano todo de 2025 e talvez um pouco de 2026 para terminar a saga do Em busca do Tempo Perdido.
Todo ano tento ler ao menos um livro de Murakami e o escolhido do ano foi o 1Q84. Uma saga em dois volumes enormes, mas devorei. Todos os ingredientes que mais gosto do Murakami estão lá. Personagens solitários, comida e um pouco de realismo fantástico. É um livro ótimo e que ficou comigo por um tempo depois do final da leitura. Uma das personagens, em um momento de isolamento, começa a ler o Em Busca do Tempo Perdido do Proust, mas larga logo em seguida, pois para ela parecia falar de um outro planeta. Fiquei intrigado e logo em seguida comecei minha saga do Proust.
No caminho de Swann - Marcel Proust
A única coisa que eu sabia do Proust era a cena das madeleines e a xícara de chá, de como essa combinação lembrava imediatamente sua tia. Eu gosto de madeleines, o seu formato de conchinha, seu gosto meio de bolinho do lanche do final da tarde. A famosa cenas já acontece logo no começo, bom que não tem enrolação em relação às expectativas de grande parte das pessoas. O livro não tem palavras complicadas, mas fiquei perdido com o tamanho gigantesco dos capítulos, além dos parágrafos que seguem por várias páginas. Aliás, os parágrafos viraram capítulos para mim. Para navegar no livro tentava sempre deixar um começo de parágrafo para me guiar no próximo dia. Eu estava acostumado a ler meia hora, quarenta minutos, passei a ler apenas dez, quinze minutos. Demorei para engrenar e entrar mesmo no livro. A infância do narrador é cheia de cenas bonitas com os pais, a empregada e a tia (da madeleines). A vontade do beijo diário de boa noite da mãe.
À sombra das moças em flor - Marcel Proust
A história segue na adolescência do narrador. Agora apaixonado pela filha de um amigo dos pais. Um homem judeu que se apaixonou por uma mulher com fama ruim por grande parte da sociedade. Muitos passeios pelo Champs-Élysées do final do século XIX, brincadeiras. Uma viagem com a avó para uma cidade litorânea em um hotel que me lembrou o Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson. Passeios na beira-mar para conversar com as garotas, visitas ao ateliê de um artista. A amizade com um rapaz nobre, que aos poucos vira um grande amigo. O namoro do amigo com uma atriz de má fama. A vida militar do amigo nobre.
O caminho de Guermantes - Marcel Proust
O narrador já é um jovem adulto. De volta a Paris. O rápido avanço da doença da avó, aliás a cena da morte da avó é uma das minhas partes favoritas até agora e me deixou muito impactado, achei a narração muito real, quase documental, a morte real, sem idealização. O amigo nobre do livro anterior é de uma família nobre que dá nome a esse livro. Encontros nas casas dos ricos para jantares e discussões sobre vários assuntos, inclusive antissemitismo, com base no caso Dreyfus, um evento verídico de um militar francês de origem judia que foi falsamente acusado de traição no final do século XIX. Dei uma pesquisada e realmente ocorreu como foi narrado no livro. Eu não esperava essa discussão, justamente quando ainda ocorre uma guerra nos dias de hoje, impensável na época do livro. Muitos jantares nas casas dos ricos, muitas discussões sobre nobrezas europeias, mas é interessante que o narrador percebe que apesar da aura de nobreza, muitas das pessoas ricas ali são medíocres. E agora sigo para a outra metade do Em Busca do Tempo Perdido.
7 de fevereiro de 2025
Leveza
31 de janeiro de 2025
Montanha russa ou lago da preguiça
22 de janeiro de 2025
Susto
9 de janeiro de 2025
Começou o ano
30 de dezembro de 2024
Boas festas
Então são essas pequenas vitórias que têm me atraído. Não quero nada grandioso, quero essas mini-alegrias na vida. Quero o simples e por mais difícil que seja o simples, ele me parece mais natural, mais o caminho a seguir.
Gostei do natal simples. Meus pais, minha sogra, minha cunhada e os cachorros. E comidas gostosas. Depois um passeio para ver a árvore de natal do centro da cidade, que não gostei muito, mas na verdade não tenho que gostar, fico feliz que ela está lá e cumpre a função dela. Aliás, pela primeira vez montei uma árvore com um galho de cipreste que veio em uma cesta de coisas de natal. Gostei.
Logo começa o ano novo e quero simples, as pequenas alegrias. Gostei de voltar a sorrir com meu marido por coisas tão pequenas. Lembrar das nossas piadas internas, conversar besteiras. Quero a rotina simples de passear com os cachorros no começo da manhã, caminhar aqui pelo bairro, fazer ioga alguns dias na semana, beber vinho nas sextas, assistir filmes, ir a shows, encontrar minhas amigas, visitar meus pais. Acho que vai ser bom o 2025. Não ótimo, mas bom. Bom já está ótimo!
21 de dezembro de 2024
Sol e natureza
Acordei com os costas com aquele ardido de sol e na hora parecia que eu tinha me transportado para a praia. Como é bom um teletransporte assim tão fácil. Na realidade tinha muito tempo que eu não tomava sol ou ficava mais perto da natureza, mesmo que seja algo tão fácil. Parece que a gente esquece que é bicho e precisa de sol e natureza. Não é difícil, mas no dia-a-dia essa necessidade fica em segundo plano. Talvez a minha meta para 2025 seja pegar mais sol e estar mais perto da natureza. Uma meta simples e importante. E com mais chances de ser cumprida.
20 de dezembro de 2024
Rituais
Eu tenho um pequeno ritual nas férias. Se estou em Brasília sempre tento ir ao menos umavez na Água Mineral. Meu ritual é fazer primeiro a trilha pequena, toda sombreada e exuberante, em seguida fazer a trilha mais cerrado de cinco quilômetros. A primeira trilha é tranquila e cheia de árvores e pequenos lagos, muitos pássaros e cigarras. A segunda é bem mais pesada. É cerrado e muito sol na cabeça. No começo é tranquilo, mas levo mais de uma hora no percurso. Minha água sempre acaba e me dá um leve desespero no final, pois não adianta voltar. E finalmente ela acaba em uma ducha de água gelada. Sempre me sinto em um ritual de limpeza e de passagem, pois tem a tranquilidade do começo, a dúvida se vale a pena continuar ou voltar, o desespero de terminar e por fim a alegria de concluir o desafio e tomar um banho gelado de ducha. Pronto, pode chegar 2025!
17 de dezembro de 2024
Dezembro
Dezembro começou e parece que me deu ume energia que eu não sentia há muito tempo. Consegui colocar muita coisa para girar na casa. Consertos que precisavam de atenção há uns seis meses e um certo desleixo geral. Mas finalmente ver o teto sem o enorme buraco foi um alivio tão grande, quase como se finalmente houvessem tirado um peso das minhas costas. Aliás, pensando bem, não foi algo complicado ou tão caro assim para justificar a demora ou o peso nas minhas costas. Mas a vida tem dessas coisas e o que importo é que finalmente conseguimos resolver varias problemas que precisavam de solução. Sinto que a energia de casa mudou, parece que ela também gostou de receber um pouco de carinho. Já são dez anos nessa casa e ainda gosto muito de viver aqui. Faltam poucos detalhes para acabar essa pequena reforma, a parte mais difícil já foi concluída. E nessas últimas semanas sinto que eu também passei por uma pequena reforma. Espero que 2025 seja um bom ano. Tanto eu quanto a casa estamos preparados.
26 de novembro de 2024
Um pequeno "v"
Tenho buscado também estar mais presente, não viver tanto no futuro ou no passado. Outra ideia que parece simples, mas é muito complicada. Aliás, esse negócio de simples é difícil. Esses dias fui cuidar dos cachorros. Pentear, limpar as remelas, cortar as unhas. Dá um trabalho, mas gosto do processo e de ver que eles estão bem. Em alguns segundos de distração ao cortar a unha de uma das patinhas a tesoura cortou junto um pedaço da pele do meu dedo. Melhor que o machucado foi em mim do que no meu cachorro. O corte foi em formato de "v", a inicial do meu nome. Tentei ver como pequeno sinal para estar mais presente. E agora tenho um pequeno "v" no meu dedo e que deve sumir em alguns dias.
22 de novembro de 2024
Aos poucos
8 de novembro de 2024
Um pedaço de cada vez
1 de novembro de 2024
Acabou o ano
Começou novembro e já vejo decoração de natal em muitos lugares, inclusive aqui no prédio. E isso só me mostra que o ano já acabou. Daqui a pouco chegou 2025. Aliás, será que no que vem já vai ser mais aceitável falar: "Em 25 vai ser meu ano!", como nas décadas de 80 e 90 em que era bem normal ouvir "Em 95 viajei para a praia"? Talvez eu já comece a adotar. É cansativo falar sempre "dois mil e....". O ano já praticamente acabou e percebi que não tenho grandes planos. Meu foco nos últimos tempos é sobreviver e ter saúde, um dia de cada vez. Não planejei viagens, grandes compras ou mesmo mudanças na minha vida. Depois de passar pelos anos de pandemia percebi que não dá para controlar o que ocorre a longo prazo. Tenho focado no pequeno, no dia-a-dia, e certamente me sinto minúsculo. Cada dia que passa encolho mais, mas numa visão minha sobre mim. Como uma ilusão de ótica em que algo parecia enorme e a câmera se aproxima para mostrar que na verdade se trata de um objeto bem pequeno. Não que eu me sentisse um gigante, mas é bom perceber como somos pequenos em relação a tudo que nos cerca. E ano praticamente acabou...
25 de outubro de 2024
Tempo, tempo
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