Mostrando postagens com marcador trash. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trash. Mostrar todas as postagens

11 de novembro de 2008

Encosto de velharia

Pensei em roupas divertidas, originais e antigas. Por que não? O brechó em si parecia uma máquina do tempo (ou uma casa cheia de coisas que ninguém mais quer). Brinquedos que já foram muito amados, vestidos que já dançaram em muita festa de casamento, ternos que trabalharam muito e sapatos que caminharam por toda a cidade. Mas nada que me interessasse muito. Pra não dizer que saí de mãos abanando, voltei do prédio com uma incrível falta de ar. Será que algum antigo e já falecido dono de algumas das roupas que me fizeram rir feito criança ficou chateado e veio me atormentar? Por via das dúvidas conversei com meu amigo da umbanda e ele me passou um banho de rosas brancas. E só pra matar de vez a pulga atrás da orelha fui ao hospital. Nebuliza daqui, toma um comprimidinho ali e pronto, lá se foi o encosto brecholento, ou melhor, minha recém-descoberta alergia a mofo.

31 de outubro de 2008

Raloim


Eu nunca gostei muito daquelas abóboras de plástico, dos morceguinhos de papel e nem daquelas teias de aranha falsas que enchiam as salas dos cursinhos de inglês. Mas sempre gostei de filmes de terror. Ok, nem sempre. Quando a gente percebe que o Freddy Krueger não vai invadir seu sonho e te matar loucamente, aí sim esses filmes ficam divertidos. Zumbis? Claro! Maldições? Todas. Profecias? Lógico. E muito sangue falso, gritos agudos e mocinhas atordoadas escolhendo sempre o caminho de fuga mais perigoso e improvável. E foi com a moça aí da foto, ou melhor, Elvira, a rainha das trevas, que aprendi a gostar de filmes de terror. Juro que se passasse hoje na televisão eu dava um jeito de assistir.
fotografia: elvira.com

16 de janeiro de 2008

RrRRrrrrrrrrrrrRrrr!

Adoro coisas com zumbis. Não, não falo daquele dos Palmares, que é símbolo da resistência negra no Brasil, mas sim dos cadáveres reanimados que andam por aí com roupas rasgadas, pele verde e que adoram se alimentar de... carne humana! Já vi milhares de filmes trash clássicos como Noite Alucinante, A Volta dos Mortos-vivos, Fome Animal e Invasores de Corpos, mas sem dúvida um dos mais divertidos (e cheio de clichés deliciosos) é Planeta Terror: zumbis, exército americano, cidadezinha do interior, gostosona, cientista maluco e muito sangue falso, armas potentes e vísceras de borracha. Confesso que o me chamou mais atenção foi o cartaz do filme: uma mulher linda com uma metralhadora no lugar da perna (e, uou, como ela sabe usar essa arma bem no filme!). Planeta Terror faz parte do projeto Grindhouse em que Rodriguez e Tarantino se juntaram para fazer uma homenagem a esses cinemas dos anos setenta especializados em filmes de terror de baixo orçamento e caracaterizado por sua sessão dupla (dois filmes trash pelo preço de um?). Infelizmente o projeto foi muito mal das pernas nas bilheterias americanas (como?) e resolveram desmembrá-lo em dois filmes distintos para o lançamento internacional (Planeta Terror e À Prova de Morte). Ainda não vi a metade feita por Quentin Tarantino, mas a de Robert Rodriguez está demais: envelhecimento da película (com risquinhos e alguns defeitos de continuidade), traillers de mentira, frames queimando e rolos em falta (com o aviso de desculpas do cinema). Só sei que os filmes de zumbi nunca podem morrer!