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8 de janeiro de 2018

Último dia de Pará


Passou tão rápido, mas ao mesmo tempo parece que foram mais dias. O tempo flui diferente por aqui. Tantas comidas gostosas, peixes suaves e enormes, temperos, tucupi, cupuaçu, murici, tacacá, aviú (um mini camarão bem saboroso). Muita água. Rios que parecem mar. Rios que correm sem misturar suas águas. Ondas, brisa, músicas. Viver em um barco por vários dias. O balanço do barco está em nosso corpo, mesmo quando estamos em terra firme. Um dente quebrado, mas até com isso deu pra fazer piada. O corpo suave. Pronto pra começar 2018, depois de ir no dentista colocar esse dente que quebrou! 2018 vai ser maravilhoso!

4 de janeiro de 2018

Arapiuns















Depois de alguns dia no barco parece que a vida sempre foi assim. Dormir na rede no andar de cima, ouvir o barulho da água, dos bichos, ver o sol nascer, tomar café da manhã feito pelo Alex, tomar banho de rio, depois guardar tudo e seguir pelo rio até a próxima praia, sem conseguir direito ver as margens do rio. O balanço do barco vira algo normal, não ter lugar fixo também. O Pará é outro planeta, especialmente esse Pará em que não encontramos quase ninguém. Parece que estamos mesmo numa viagem interplanetária e o barco na verdade é uma nave. O rio é o espaço e as praias os planetas. Parece tão distante a vida normal lá de Brasília, ainda mais que aqui nesses planetas não tem internet e nem celular. Pegamos o Arapiuns depois de ficarmos vários dias no Tapajós. Aqui é ainda mais bonito, mais praia, mais Caribe, mais águas verdes e quentes. Aqui é bom demais!

31 de dezembro de 2017

Tapajós















Eu nunca tinha vindo na região norte. Muito menos pra viver vários dias em um barco. Dormir de rede, praia de rio, taberebá, tuculove, charutinho, murici, água, muita água. Umidade e calor. E chuva. É muita floresta. Boto. Sotaque bonitinio. Égua, mana! Bom demais essa Amazônia. Maravilhoso esse Pará. Melhor jeito de terminar o 2017. Que teve neve, teve floresta tropical, teve casamento e teve tanta coisa!