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31 de janeiro de 2011

Filmes e Livros de Janeiro

  • Tron Legacy ***
  • Tron ***
  • Hunger ****
  • Chá com Mussolini ****
  • Manhattan ****
  • Aconteceu em Woodstock *****
  • 72h ***
  • Scott pilgrim ***
  • Magnolia ****
  • Johnny & June ****
  • Alem da vida ****
  • The doors **
  • Biutiful *****
  • Mononoke-hime ****
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  • O Único final feliz para uma história de amor é um acidente - J. P. Cuenca ***
  • Limite branco - Caio Fernando Abreu ***
  • Armas secretas - Julio Cortazar *****


31 de outubro de 2008

Raloim


Eu nunca gostei muito daquelas abóboras de plástico, dos morceguinhos de papel e nem daquelas teias de aranha falsas que enchiam as salas dos cursinhos de inglês. Mas sempre gostei de filmes de terror. Ok, nem sempre. Quando a gente percebe que o Freddy Krueger não vai invadir seu sonho e te matar loucamente, aí sim esses filmes ficam divertidos. Zumbis? Claro! Maldições? Todas. Profecias? Lógico. E muito sangue falso, gritos agudos e mocinhas atordoadas escolhendo sempre o caminho de fuga mais perigoso e improvável. E foi com a moça aí da foto, ou melhor, Elvira, a rainha das trevas, que aprendi a gostar de filmes de terror. Juro que se passasse hoje na televisão eu dava um jeito de assistir.
fotografia: elvira.com

6 de outubro de 2008

É brega, mas é bom!


I don't wanna talk about the things we've gone through. Though it's hurting me, now it's history. I've played all my cards and that's what you've done too. Nothing more to say, no more ace to play!

foto: still de "mamma mia"

23 de setembro de 2008

Mar de leite


O livro "Ensaio sobre a Cegueira" veio parar em minhas mãos por causa de uma aula de ética no começo da faculdade (tinha ouvido falar alguma coisa sobre José Saramago, mas nada muito contundente). E a leitura, apesar da densidade do texto e do estilo inusitado do autor (sem locações definidas, nomes próprios ou diferenciação entre diálogo e corpo de texto), me fisgou de um tanto que não queria nunca que acabasse aquela experiência sobre a condição humana e a inobservância ao outro. Imediatamente se tornou um dos meus livros favoritos e me puxou para ler outros textos dele, como o "Intermitência da Morte". Mais ou menos há um ano soube que já estavam filmando o projeto "Blindness" e comecei a acompanhar o blog do diretor. Claro, fiquei com um pouco de receio, afinal de contas o filme já estava todo feito em minha cabeça: os rostos dos personagens, as locações, a degradação e claro que eu me apeguei a essa versão pessoal. Finalmente enfrentei a fila do cinema de domingo e fui conferir, sem preconceitos, se a minha versão e a versão do diretor eram parecidas. Adorei a forma como ele retratou a cegueira branca, a música instrumental, a câmera meio tremida, a cidade devastada e a luz quase sempre estourada. E foi reconfortante reconhecer pedaços de São Paulo e até perceber uma ponta daquele estilista da estampas de caveiras que eu gosto tanto. Vale a pena experimentar de novo a angústia de compreender que a linha que separa a humanidade e a animalidade é muito tênue.

"Ensaio sobre a Cegueira" (2008, Brasil, Japão e Canadá). Dir. Fernando Meirelles. Com Julianne Moore, Alice Braga, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael Garcia. Foto: Alexandre Ermel.

16 de abril de 2008

Minhas noites de mirtilo

Ele continua com seus corações partidos, os cafés, a solidão, as músicas gostosas, a comida e os trechos em uma câmera lenta e borrada. Mas sinto falta da língua estranha aos meus ouvidos e das pessoas tão parecidas entre si...
Eu nem sei muito bem como conheci Wong Kar-Wai (ou Kar Wai Wong). Amor à flor da pele foi o primeiro deles e fiquei besta com a sutileza, os boleros, os anos cinqüenta e esse amor aos pouquinhos. Em seguida veio a livre continuação, Apartamento 2046, com as mudanças do personagem principal do primeiro. Por sorte, passou um especial sobre os filmes de Wong, mas infelizmente acabei vendo somente dois: Amores Expressos (California Dreaming, do The Mamas and the Papas dando o toque no filme nas partes da garçonete que queria ser aeromoça) e Felizes Juntos (filmado nas Cataratas do Iguaçu e em Buenos Aires). Todos com histórias de solidão, amores partidos, músicas maravilhosas e, claro, comida. My Blueberry Nights (ou, em um das piores traduções possíveis: "Um beijo roubado") é o primeiro filme de Kar Wai com um elenco internacional: Jude Law como o dono de um café, Norah Jones e sua "Lizzie", além de Natalie Portman como uma ótima vigarista. Minha dica: não leia as críticas e vá ver o filme. Depois veja se gosta ou não.

22 de fevereiro de 2008

Crássicos

Todo mundo tem aquele filme que não viu e morre de vergonha de não ter visto. São geralmente aqueles que vêm com um "imperdível" escrito em letras enormes, seguido do nome do crítico ou do jornal internacional que você nunca leu. Então são aqueles que deixam as pessoas de boca aberta quando você diz, humildemente, que não viu. E todos comentam cenas perfeitas, atuações memoráveis e, algumas vezes, soltam até mesmo o final da película. Mas tudo bem, sempre há feriados e sempre existem promoções de locadoras para filmes fora da prateleira de lançamentos. E foi o que fiz: colchão na sala, pipoca de panela, filmes na mão e uma ótima companhia. E lá se foram musicais contra a guerra do Vietnan, odisséias espaciais, jantares franceses na Dinamarca, casais de bandidos argentinos na década de cinqüenta, laranjas mecanizadas, entre outros. Mas claro, sempre há espaço para aquela comédia romântica de derreter manteiga ou mesmo alguns episódios daquela sitcom que não passa mais na tv para dar aquela contrabalanceado nos filmes mais cabeçudos.

16 de janeiro de 2008

RrRRrrrrrrrrrrrRrrr!

Adoro coisas com zumbis. Não, não falo daquele dos Palmares, que é símbolo da resistência negra no Brasil, mas sim dos cadáveres reanimados que andam por aí com roupas rasgadas, pele verde e que adoram se alimentar de... carne humana! Já vi milhares de filmes trash clássicos como Noite Alucinante, A Volta dos Mortos-vivos, Fome Animal e Invasores de Corpos, mas sem dúvida um dos mais divertidos (e cheio de clichés deliciosos) é Planeta Terror: zumbis, exército americano, cidadezinha do interior, gostosona, cientista maluco e muito sangue falso, armas potentes e vísceras de borracha. Confesso que o me chamou mais atenção foi o cartaz do filme: uma mulher linda com uma metralhadora no lugar da perna (e, uou, como ela sabe usar essa arma bem no filme!). Planeta Terror faz parte do projeto Grindhouse em que Rodriguez e Tarantino se juntaram para fazer uma homenagem a esses cinemas dos anos setenta especializados em filmes de terror de baixo orçamento e caracaterizado por sua sessão dupla (dois filmes trash pelo preço de um?). Infelizmente o projeto foi muito mal das pernas nas bilheterias americanas (como?) e resolveram desmembrá-lo em dois filmes distintos para o lançamento internacional (Planeta Terror e À Prova de Morte). Ainda não vi a metade feita por Quentin Tarantino, mas a de Robert Rodriguez está demais: envelhecimento da película (com risquinhos e alguns defeitos de continuidade), traillers de mentira, frames queimando e rolos em falta (com o aviso de desculpas do cinema). Só sei que os filmes de zumbi nunca podem morrer!

23 de setembro de 2007

Cegueira

Acabo de descobrir que um dos meus livros favoritos está virando filme. Claro que sinto um pouco de medo. Como não? Mas ao mesmo tempo me dá uma vontade danada de ver como vai ficar, pois não imagino como vão transpor todas aquelas sensações de agonia, decadência humana e falta de perspectiva que Saramago (e seu estilo delicioso em que ninguém tem nome, os lugares podem ser quaisquer um e os diálogos não tem qualquer diferenciação do corpo do texto!) coloca em seus últimos textos. Mas parece que o processo de filmagem está dando certo!