Ele ficava no quarto quando pequeno, pois sua mãe sentia um pouco de vergonha de sua aparência. Deitava e pensava na vida. O fato de sua mãe o achar feio não o incomodava. Sempre foi meio introspectivo. Ela ficava também em seu quarto, gostava de ler. Tinha coleções de clássicos e lia sem parar. Sua mãe sempre gostou mais dos filhos do que da filha, mas isso não a incomodava muito. Eu sempre fui mais introspectivo, desde pequeno. Não chorava muito, de acordo com meus pais. Sempre fui calado. Gostava de ler, de ouvir música no quarto. Meu avô uma vez disse que eu não fui um bebê bonito e isso nunca me incomodou.
Alguns aspectos da vida sempre se repetem.
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16 de junho de 2011
24 de maio de 2011
Photographia
E daí resolvi começar as aulas de fotografia, afinal de contas o curso é aqui perto de casa e bem, eu precisava ocupar mais meu tempo. Entendi foco, exposição, velocidade, iso e todas essas coisas. Além, é claro, de pela primeira vez fotografar com uma câmera semiprofissional (ou profissional, sei lá!). Sei que era uma dessas enormes e pesadas, cheias de funções, fotômetro e tudo mais. E, claro, uma lente gigantesca. Agora olho pra minha camerazinha amadora, aquela que tanto me acompanhou para todos os lados, e só penso que quero logo comprar uma dessas grandonas. Droga!
20 de março de 2011
Surpresas
Nem acreditei quando recebi aquele seu telefonema na quarta, achei que era simplesmente para me dar um oi, contar como estavam as coisas por aí. Quando percebi que no dia seguinte você estaria aqui foi uma sensação indescritível. O ruim é que a resto dessa quarta e a quinta-feira quase toda passaram em câmera lenta. Mas então chegou a noite e lá estávamos nós comendo hamburger. E dessa hora até agora há pouco foi só alegria! O orgulho de saber que você participou de uma ação tão importante e depois a alegria de ter você de novo juntinho, domir, acordar, rir, cochilar, beber. Era quase como se fosse antigamente. Mas agora, apesar dos milhares de quilômetros que separam a gente, as coisas estão melhor! Foi mesmo um alento para nossos corações! E já já, quando menos percebermos, estaremos de novo "togethers".
1 de fevereiro de 2011
Juntos, mas separados
Mal o ano começou e já chegou fevereiro. A casa está sozinha, silenciosa, só se ouve Miles, Thelonious e as teclas do computador. Penso em você lá longe e nos imagino juntos de novo. Eu sei que você não vai poder ficar muito tempo aqui quando vier, mas a gente dá um jeito. Quase quatro anos desde o primeiro beijo, quase dois anos que as escovas estão juntas.
Esse ano mal começou e teremos de aprender a sermos casados/juntos/união estável/sei lá o que é/ que moram em cidades diferentes. Mas tem o telefone, a internet e as promoções baratas de avião. Três horinhas, contando do check-in ao pouso e estaremos juntos. Fisicamente, eu digo. Junto a gente já está.
Quando você está aqui eu nem cozinho. Ontem fiz abobrinha grelhada com molho shoyo e manjericão, além de um suco de açaí com geleia de gengibre. Hoje fiz omelete com ricota, pimenta síria e presunto. Quando você voltar já vou estar craque no fogão. Mentira, minhas habilidades não passam de lanchinhos.
Adorei ouvir sua voz agora há pouco, pena que cobram tão caro nesses interurbanos. Você acalma esse frio na barriga.
Ano que vem estaremos juntos de vez. Quer dizer, junto a gente está, mesmo longe. Mas ano que vem ou eu vou pra aí ou você vem pra cá. Tudo vai mudar. Se não der certo a gente volta (ou vai). Ou dá um jeito!
Um ano passa rápido. Mentira. Agora que passou uma semana. Eu sei, o tempo é psicológico, um dia de cada vez.
Eu não me imagino com mais ninguém, só com você.
19 de janeiro de 2011
16 de janeiro de 2011
I told you I was trouble...
Festivais são sempre uma aventura. Chegar, conseguir bebida, um lugar bom pra ver, escapar dos pisões no tênis, não se perder dos amigos, aguentar mais de seis horas em pé, ficar rouco e quando termina o último show, escapar da manada enlouquecida, entrar em um táxi e arranjar uma festa bem boa pra ir depois. Nesse, claro, não foi diferente. O Summer Soul Festival trouxe Amy Winehouse, após dois anos de férias no Caribe. E apresentou também Mayer Hawthorne com sua voz suave e um jazz bem leve, além da teatral Janelle Monaé, com máscaras, capas, trechos de Metrópolis e até mesmo uma pintura ao vivo de um quadro. E Amy chegou tímida, assim de fininho, quase como quem tivesse acabado de acordar, deu uma saidinha e voltou com todo o gás, mandou seus clássicos do segundo álbum, além um de um tango. O ruim foi que a cerveja acabou antes que o principal show da noite tivesse começado. Mas tudo bem, festival é pra ser uma aventura!
10 de janeiro de 2011
Friducha
A Frida é linda até de óculos escuros... Falando nisso, esse livro é incrível, ver todas as fotos de família, as fotos tiradas por ela, quase como abrir aquela arca no sótão e encontrar todos esses tesouros.
9 de janeiro de 2011
Sabotagem
Na verdade a maior sabotagem é a minha. Sento ali, tento mudar as coisas, mas parece que de repente quero jogar tudo para o alto. Dá vontade de chamar esse saboteur para um papo, chegar já com um "vem cá, qual é a sua?". Eu sei, esses diálogos imaginários dentro da minha cabeça, essas vozes, não é algo legal pra se escrever por aqui. Mas de qualquer forma vou ter um papo com todos esses que moram aqui dentro, tentar chegar em um consenso. Algo como uma reunião da ONU. Vou ver o que rola...
8 de janeiro de 2011
Flores?
A gente tenta comprar flores toda semana. Tínhamos um jardim antes de vir pra cá, com cactos, suculentas, samambaias. Mas aqui não dá mais, então preferimos comprar flores. O antigo narguilé quebrou, ficou somente a parte de vidro, que agora virou um vaso. E a casa fica mais colorida. E até quando seca dá aquele ar de décadence avec élégance (na verdade, quase sempre sans élégance, como um Grey Gardens).
7 de janeiro de 2011
Análise combinatória
As possibilidades estão aí, basta um pouco de foco pra que eu as entenda. Posso ir por ali ou mesmo por ali. Às vezes parecem meio assustadoras, secas, mas não deixam de ser possibilidades. Mas algo entendi: na verdade não existem erros.
6 de janeiro de 2011
Concentração
28 de novembro de 2010
Escherito
Escher sempre me intrigou muito. Suas escadas impossíveis, tridimensionalidade, estampas e repetições.
16 de novembro de 2010
5 de novembro de 2010
Em casa de novo
Só depois de mais um menos um mês me sinto em casa no novo apartamento. Empacotar, jogar fora, renovar. As paredes deixaram de ser simplesmente um cômodo vazio perdido no meio da cidade, um lugar em que já várias pessoas já nasceram, morreram, choraram e sorriram. Agora é a nossa casa. Ao menos até que a dona queira vendê-lo.
22 de outubro de 2010
Marambs
Foram dezoito meses no total. Uma parede verde, muitas plantas, cartões postais na parede do banheiro, adesivos de vinil em vários lugares, coisas velhas, coisas novas, jogos, bebidas, fotos, zebras, estampas, almofadas, muquifos, bares na varanda, isqueiros, gelos, risotos e muito, muito amor!
Agora é só esperar a próxima estação.
Agora é só esperar a próxima estação.
18 de outubro de 2010
Natureza morta
15 de outubro de 2010
Lomografias
É difícil encontrar filme e é pior ainda para conseguir revelar. Mas vale a pena! As fotos nunca saem do jeito planejado e parecem ter sido tirados há uns vinte anos...
12 de outubro de 2010
1 de outubro de 2010
30 de setembro de 2010
Diana, sua linda
Ando apaixonado pela Diana. Ela é danada, temperamental e nem sempre faz o que quero. Mas fazer o que, né? Paixão é assim mesmo...
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