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6 de agosto de 2008

Cidade

Como dizia Chico Science, "a cidade não pára, a cidade só cresce, o de cima sobe e o de baixo desce". Bem, essas fotos aí de cima foram tiradas ontem depois que saí aqui do estágio. Alta exposição em contraste com a alta velocidade das pessoas.

31 de julho de 2008

Athos

Pra mim ele foi sempre aquele velhinho simpático de boina que dava entrevistas no aniversário da cidade, mas são dele os azulejos que mais marcam os pontos turísticos da cidade. Adoro a simplicidade e a harmonia de sua obra, que pode ser vista na Igrejinha, no Parque da Cidade, no Itamaraty, na UnB, no Teatro Nacional e até mesmo no prédio das cumbuquinhas, o Congresso. Imagina, você está lá andando de patins no parque e quando vai ao banheiro está lá uma obra fantástica decorando a parede externa. Seus padrões já enfeitaram de sungas a canecas, de souvenirs a guarda-chuvas. Mas engraçado, a morte de Dercy não me abalou, mas de Athos Bulcão na manhã de hoje me deixou com um nózinho na garganta. Eu nunca o vi ao vivo, mas sua obra está tão presente na minha vida. Bem, só falta mesmo Niemeyer da galera que participou do projeto de Brasília, mas acho que esse não vai tão cedo. Ah, a imagem acima é minha favorita, são as pombas que decoram a Igrejinha e a de baixo é a parede externa do Teatro Nacional. Para mais informações e trabalhos, Fundação Athos Bulcão.


3 de agosto de 2007

Safari urbano

Na cidade construida para motores, gosto de me aventurar em andanças. Descubro paisagens diferentes (invisíveis a quem está a 60km/h) e me pego reparando no rosto dos demais pedestres do centro. Alguns preocupados, outros fechados e, ainda, outros ausentes com seus óculos escuros e fones de ouvido. A maioria sorri, mesmo não tendo mais dinheiro do que o necessário para comprar o almoço naquele ambulante da esquina. Foco nas diferenças: o velhinho cego pedindo esmola, os homens com calculadoras comprando vales, os garotos vendendo frutas em carrinhos de mão e senhoras preparando quentinhas, além, é claro, das inúmeras bancas com músicas evangélicas, capas para celular, filmes que ainda nem estão no cinema e lingeries que já vem recheadas. O centro mistura tudo: engravatados, engraxates, estudantes, pedintes e turistas. Tudo quase invisível para quem está de dentro do carro.