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15 de novembro de 2011

La musique classique

Quando eu era pequena detestava ir a concertos. Achava aquilo tudo um saco. E detestava quando meu pai colocava aquela rádio que só tocava música clássica. Mas acho que esse gosto é algo que vem com o tempo. Esses dias a orquestra sinfônica de São Paulo fez um tour aqui pela cidade e resolvi conferir como é a apresentação de uma orquestra. Pessoas arrumadas, teatro lotado, um maestro frenético e um primeiro violonista absolutamente incrível. O mais legal foi perceber que o concerto, apesar de parecer algo formal e sisudo, teve vários momentos de descontração, como o sambinha que tocaram no fim do segundo ato. E é muita energia daquele monte de instrumentos juntos! E agora de vez em quando me pego ouvindo umas rádios de internet que só tocam música clássica. Quem diria!

21 de março de 2011

Jazzie

Sempre que fico doente o que mais me ajuda é colocar em uma dessas rádios de internet que só toca jazz clássico, deixar o computador do lado da cama e dormir. Acordo melhor e fico naquele clima de antigamente. Claro, o leite quente com mel e canela também me ajuda, além do dia de folga do trabalho. Mas nada melhor do que dar uma pausa no dia-a-dia, colocar o corpo em ordem e ouvir um bom jazz.

16 de janeiro de 2011

I told you I was trouble...

Festivais são sempre uma aventura. Chegar, conseguir bebida, um lugar bom pra ver, escapar dos pisões no tênis, não se perder dos amigos, aguentar mais de seis horas em pé, ficar rouco e quando termina o último show, escapar da manada enlouquecida, entrar em um táxi e arranjar uma festa bem boa pra ir depois. Nesse, claro, não foi diferente. O Summer Soul Festival trouxe Amy Winehouse, após dois anos de férias no Caribe. E apresentou também Mayer Hawthorne com sua voz suave e um jazz bem leve, além da teatral Janelle Monaé, com máscaras, capas, trechos de Metrópolis e até mesmo uma pintura ao vivo de um quadro. E Amy chegou tímida, assim de fininho, quase como quem tivesse acabado de acordar, deu uma saidinha e voltou com todo o gás, mandou seus clássicos do segundo álbum, além um de um tango. O ruim foi que a cerveja acabou antes que o principal show da noite tivesse começado. Mas tudo bem, festival é pra ser uma aventura!


15 de janeiro de 2011

What kinda fuckery is this?

A última viagem pra show foi há cinco anos, pro Placebo no Rio. Desde de então rolaram Tim Festival, Planeta Terra, Starts With U e vários outros shows que eu queria ir, mas faltou grana, os ingressos esgotaram muito rápido ou, bem, deu preguiça. Então a Amy Winehouse, minha companheira de fossas, bebedeiras ou mesmo na academia, resolveu encerrar as férias e fazer shows no Brasil. Ela, seu delineador, o penteado retrô e sua voz rouca e antiga. Claro que não iríamos perder, mesmo com todo o rolo pra comprar os ingressos. E daí que ela erra algumas letras, sai do palco algumas vezes e faz um show curtinho? Não tem como perder! Não foi resolução de ano novo, mas quero viajar mais e curtir mais shows. Na volta, já está garantida a efêmera Tulipa Ruiz...

25 de março de 2010

Fones

Lá em casa sempre teve muito disco. Os meus na verdade eram poucos, mas sempre que dava eu olhava o que meus irmãos escutavam. Achava uma capa legal e já colocava no bom e velho discman. Comecei ouvindo um pouco de The Doors, Mutantes, passei pelo Led Zeppelin e cheguei até Smashing Pumpkins, Stereolab, Pixies e mais tarde Aphex Twin, Prodigy e Chemical Brothers. Claro, nem precisa falar a influência dos racks de cds deles no meu gosto musical! Nesses dias me deu uma vontade de ouvir 90s de novo, mas não moro mais com meus irmãos. Tudo bem, rapidinho encontrei exatamente os discos que eu queria na internet e já estou aqui com meus fones. Na hora eu tinha de novo uns doze anos e mexia na coleção de discos deles, folheava os encartes, curtia as caixinhas de papelão. Tardes inteiras de música!

13 de novembro de 2008

Clips


Por essas bandas bloqueiam vários sites. Nada dos vídeos do youtube, nada de redes de relacionamento. É verdade que o trabalho rende mais sem os recreios, mas é possível contornar alguns desses impedimentos, como agora com o lançamento do MTV Music. Lá está quase todo o acervo da emissora e me fez lembrar o comecinho da minha adolescência, quando a MTV era a única coisa que passava em minha televisão.

16 de outubro de 2008

Attaque Surprise


Eles cantam em francês como aquelas antigas chansons françaises do anos sessenta, mas misturado com uma eletrônica dos anos oitenta. O nome? Vive la Fête. Em resumo, uma bagaceira boa de dançar e de se ouvir. E, claro, muita cerveja e muita vodka pra dançar amanhã ao som de Danny Mommens e Els Pynoo, tudo graças àquela marca de óculos da pimentinha.

fotografia: Midori de Lucca (RG Vogue)

7 de agosto de 2008

All that jazz!

foto: capa de birth of cool de miles davis/ amazon.comNa televisão nova o que menos faço é assistir, pois descobri uns canais que simplesmente tocam música das mais variadas. Vai desde MPB a new rock (o que quer que isso queira dizer), passando por standards e r'n'b. Mas o meu preferido é mesmo o bom e velho jazz clássico. Ligo o canal e lá se vão trompetes, saxes e pianos daquele jeito que somente Miles Davis e John Coltrane sabem. Além, é claro, de muitas músicas de Billie Holiday com sua voz rouquinha e cheia de emoção. Um achado isso. Aliás, eu adoraria que existisse uma estação de rádio que só tocasse jazz, tanto faz se novo, antigo, moderno ou clássico para ouvir no rádio do carro. Ah, all that jazz!

9 de janeiro de 2008

Sambinha

Começar a semana com muito samba e música negra não é pra qualquer um. Aliás, é incrível como requebrar com os amigos, beber uma cervejinha e rir alivia qualquer estresse. Me vê aí mais duas latas de criolina, por favor?

20 de dezembro de 2007

Memomúsica

Imagina apertar um botãozinho e na hora reviver um monte de coisas? Não, ainda não inventaram o "revivedor de memórias" (ou será que já?), mas pra mim é bem mais simples: ouvir uma música que marcou determinada época. Por exemplo, "Like eating glass", do Bloc Party, me lembra noites quentes e abafadas dançando loucamente com meus amigos em algum porão da cidade. "Maps", do Yeah Yeah Yeahs, me lembra uma das noites mais estranhas da minha vida. "Taste in Men", do Placebo, me transporta pro melhor show que já fui. "One more time", do Daft Punk, me lembra cangurus e aborígenes. "August Day Song", da Bebel Gilberto, me lembra um dos mais incríveis pós-aniversários. "Fruta Gogóia", da Gal Costa, me lembra uma tarde gostosa deitado num tapete de sheep-dog e muitas risadas. Incrível como uma mistura de barulhinhos e vozes é capaz de sintetizar todo um momento.

25 de agosto de 2007

Apóstrofe

Parece um gurizinho. Mas e daí? E se veste como quem vai na padaria comprar dez pãezinhos. O importante é que faz sambas como ninguém e, claro, tem apóstrofe no nome. Agora me diz ai quem mais tem um sinal gráfico tão charmoso no próprio nome? Aliás, eu mesmo queria ter uma vírgula altinha só pra mim. E sim, ela tem um carisma no palco como poucos! Sambei, pulei, cante e até, meu deus, gritei bem alto 'gostosa'!

E quero muito mais samba pra vida...

14 de agosto de 2007

Nega maluca

Muito samba para animar a vida. E o pé possui vida própria e mexe pra cá e pra lá. As cadeiras então, vixi... E era gafiera, bolero e partido-alto para completar a alegria. Uma cerveja, uma aguardente com limão, eu vou lá na gafieira, vai ser a maior curtição. De madrugada uma rodada no salão, mas cuidado a brincadeira pode causar ereção. Tem coisa melhor do que uns sambinhas espertos, feitos ali na hora pela orquestra mais desconstraída?

25 de julho de 2007

Uh, monô!

Depois de uma oficina de percussão idealizada por ninguém menos que Plap... espera aí, PLAP? Sim, Pedro Luís e a Parede, ok? Então, depois da oficina, nasceu uma mini-bateria de escola de samba que toca, logicamente, samba, mas também funk, marcha, côco, ciranda e mais um monte desses ritmos que não deixam ninguém ficar parado. Isso tudo rolou no começo dos anos dois mil lá na terra da nova maravilha moderna do mundo. Alguns anos depois, à convite daquela grande loja francesa de pecados tecnológicos e culturais que me faz perder horas e horas do dia com desejo e prazer, o Monobloco finalmente toca aqui na cidade. E não poderiam ter escolhido melhor lugar: a praça do carecão!








29/07 Monobloco enfim invade a capital federal, pelo projeto FNAC no parque, com um show no Complexo Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios

::atualização (30/07): o show foi fantástico e o lugar é maravilhoso!