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16 de janeiro de 2010

Gallus gallus

Ela sempre alimentava as galinhas, gostava realmente daquelas aves. Mas sempre tem o dia, e elas bem sabem disso, que uma faca afiada vai cortar seus pescoços, todo o seu sangue vai ser derramado em uma bacia, seus corpos serão abertos, seus órgãos separados e suas penas retiradas. E vão virar um belo almoço. No fim só restarão ossos roídos pelo cachorro magro do pátio.

1 de outubro de 2009

Tcha-tcha-tcha

Tem preto, tem branco e tem verde. Tem de hortelã, maçã com canela e indiano. Tem um que custou os olhos da cara, mas tem também o banchá que foi baratinho. Claro, não pode faltar o bom e velho mate com limão. E os gelados pra quando faz calor.

15 de janeiro de 2009

Pontinhos

Sinto falta do trema, dois pontinhos simpáticos que enfeitavam algumas palavras. E agora vou ter de esquecer também alguns hífens e outros agudos. Logo não vai haver nenhum sinal, somente letras, pois já foram esquecidos tantos acentos desde os anos sessenta (eu adorava "estrêla"!). Ainda bem que ainda tenho mais dois anos de lingüiça, idéias, vôos e microondas.

30 de dezembro de 2008

Caipi


Vodka, açúcar e limão ou lima, caju, kiwi, morango, uva e o que mais estiver por aí. Alegria de muitas quintas, terças, segundas, ou melhor, quase sempre naquele bar que quer ser carioca e tem dois garçons que já viraram amigos!
fotografia: MaH Dutra (saudade!)

27 de dezembro de 2008

Outros ares

Precisava entrar em qualquer avião e parar em outros ares. Mas o jeito é viajar dentro da própria cidade. Tudo bem. Criatividade, um pouco de risadas e um parceiro de crimes já me fazem me sentir em uma colônia de férias.

19 de novembro de 2008

Porra!

Gosto do calor, das frases sem sentido, do ritmo, da respiração alterada, dos espasmos e da preguicinha danada.

14 de novembro de 2008

Café amargo

Nessa época do ano chove quase todo dia. Em uma dessas noites chuvosas em que saí mais cedo da aula me deu uma vontade danada de tomar um café. Fui em uma dessas lanchonetes e pedi café com leite sem açúcar e sem adoçante. A moça me olhou espantada: "Não faz isso com você não, moço?". Isso o que? "Esse negócio sem açúcar não dá pra tomar não!". Será que só eu tomo café sem doce?

10 de novembro de 2008

Cafa

Nesses últimos dias descobri a tal da cafajestagem. Usada com precaução é um ótimo remédio contra as mazelas da vida...

7 de novembro de 2008

Facadas e amor

Eles sempre bebem e brigam. Ele disse "vou te matar!", ela achou que era brincadeira. Ele deu vinte facadas nas pernas e braços dela. E foi dormir. Bombeiros e polícia chegam. Ele é indiciado por lesões corporais. Eles se reconciliam e voltam a viver juntos. Ela desiste da ação contra ele no juizado especial criminal. O Ministério Público acha que não se trata de lesões corporais, mas sim uma tentativa de homicídio qualificado por crueldade e faz a denúncia para a vara criminal do tribunal do júri. E pronto, cai na minha mão o processo. O pior é que nem gosto dessas coisas de direito penal...

6 de novembro de 2008

Devaneios

Só sei que se o assunto é devassa, fico com a loira. Ele, porém, prefere a ruiva. E a gente sempre se entende, mesmo com o suco concentrado de hortelã...

15 de maio de 2008

Bolseta

Usar bolsa é uma merda, ainda mais se for daquelas vagabundas de pano. É uma merda porque você se acostuma a carregar milhares de coisas que não precisa. É o carregador do celular, a pasta e escova de dente, o crachá e os óculos escuros, além de milhares de outros badulaques. Aliás, já nem me lembro mais como era minha vida sem essas porcarias, quando eu tinha somente os quatro bolsos da calça jeans. O pior é que por serem vagabundas e ordinárias, essas bolsas têm um tempo útil um pouco curto (ainda mais se usadas diariamente e carregadas para todos os cantos). Agora o pior de tudo é conseguir outra pra substituir a antiga. Eu sei, fazê-las é muito fácil, mas eu não tenho tempo ou talento para confeccioná-las. Vou então naquela loja bacana de coisas de design, já esperando pra levar um tapa na cara. Tapa mesmo não levei, mas sim um soco no olho direito: $150 por uma merda de uma bolsa? Ok, ela era linda e imitava um toca-discos. Acabei indo numa livraria infantil e comprando uma bolsa simpática e ecológica pela bagatela de $10. Bolsa é uma merda.

7 de dezembro de 2007

Poema para Winehouse

Amy sovava um pão.
Sovou tanto que voou
um pouco de farinha de trigo
em seu narigão.

22 de agosto de 2007

Mata

Por que será que matar aula é uma coisa tão gostosa? Toca o alarme, espreguiça, levanta e diz para si mesmo: "Ih, hoje eu nem vou...". E pronto! Liberdade é a melhor coisa que há. Não vou e pronto! Depois pego o material com alguém. Claro, não se pode abusar, mas sabendo-se usar, tudo fica uma delícia. Liberdade já!