Mostrando postagens com marcador Oz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oz. Mostrar todas as postagens

16 de novembro de 2013

Véspera do casório

Amanhã vai ser o casamento do meu irmão. Ufa! Vai ser ali em uma sala dentro da Opera House. Um casamento pequeno para umas sessenta pessoas. O "best man" (tipo o padrinho) teve um problema e precisou ir ao Brasil e agora eu vou cumprir esse papel. Ou seja, vou ficar lá na frente e entregar as alianças.


Ontem foi o dia inteiro fazendo brigadeiros e bem casados.

Fui padrinho no casamento da minha irmã e agora vou ser no do meu irmão.

Mas esse negócio de casamento tradicional, festa e tal, acho que isso não é pra mim.

De qualquer forma, vai ser ótimo curtir a festa.

Ufa!

14 de novembro de 2013

Praiano


Todo esse perrengue que passei nesse ano talvez tenha sido uma forma de fazer essa minha cabeça dura entender que preciso de uma vida mais tranquila.

Hoje fomos em uma praia chamada Belmoral. Almoçamos em um restaurante ali perto, depois sentamos em um banco em uma parte elevada. Pensei tanto na minha vida. Sentei ali, ouvi o mar, vi as ondas, senti aquele vento gostoso. E pensei na minha vida. Preciso realmente mudar algumas coisas. Mais calma, mais autoestima, mais saúde, mais descontração.

Gosto tanto de praia. Queria poder ir mais vezes. A gente mora há menos de duas horas do litoral e nesses quase dois anos fomos apenas uma vez.

Acho que a verdade é que o tempo passa muito depressa. Quando menos a gente se dá conta lá se foram dois anos. Lá se foram doze anos.

Não quero carregar arrependimentos nas minhas costas. Quero ser um velhinho leve... Quero ser um adulto leve.

12 de novembro de 2013

Simples

A viagem tem sido bem tranquila. Aliás, acho que precisava dessa tranquilidade para poder colocar minha cabeça no lugar. Tenho pensado bastante no tanto que o tempo passa rápido e em como as coisas adiadas podem nunca acontecer.

Então, mais um vez, penso em mudanças na minha vida. Mas dessa vez quero começar com mudanças pequenas: alimentação saudável, meditação, roupas mais confortáveis, estilosas e legais, mais livro, mais música, mais eficiência nos gastos, mais exercício físico.

Vamos lá! Quero uma vida melhor para mim.

5 de novembro de 2013

Australianas

O vôo para chegar até aqui, como era de se esperar, foi bem complicado. Muita gente, pouco espaço, longas horas. Mas chegar em Sydney vale a pena todo o esforço. Tranquilidade, conforto, pessoas diferentes, comida gostosa.

É legal ver a vida que meu irmão escolheu. Ele sai bem cedo de casa, deixa o carro na estação de trem e em 10 minutos chega no centro. Em geral às quatro da tarde já está de volta. Depois vai para academia ou uma corrida. E dieta com muita proteína e legumes, quase nenhum carboidrato e nada de leite ou derivados.

Eu larguei a dieta e os exercícios. Saio de casa cedo, levo quase uma hora pra chegar ao escritório e volto, no mínimo, às oito da noite. Mal tenho tempo de ler ou fazer algo depois do trabalho.

Ainda não sei o caminho que quero seguir ou qual vai ser meu futuro.

Morar aqui? Claro que sinto vontade. Mas não sei o que poderia fazer. E não tenho dinheiro para a mudança. De qualquer forma sempre sou atraído pelo botão "reset". Começar tudo de novo do zero. Fiz isso em 2012. Quem sabe trabalho com ciclos de dois ou três anos...

Enquanto não defino meu caminho, curto essas férias tranquilas com minha mãe. Sou de novo um adolescente. Ela paga tudo pra mim, me mima e sempre diz que é ótimo viajar comigo. A gente se dá bem. Saímos de trem, passeamos por lojas e pontos turísticos, voltamos cedo pra casa, tomamos um café ou chá, ficamos um pouco na internet (ela está apaixonada pelo novo iPad!), depois jantamos com meu irmão e minha cunhada em casa, vemos um pouco de tevê e dormimos.

Como já viemos outra vez, agora não fazemos tantas coisas turísticas. Não acho ruim, na verdade. Estava precisando descansar depois de tantos meses de muito trabalho.

Agora estou aqui em um avião para Melbourne. Dizem que é a São Paulo daqui. Sydney é o Rio de Janeiro. Acho que todo país tem uma cidade equivalente a RJ, SP e BSB.

Não sei direito o que vamos fazer por lá, mas vai ser legal. Férias até mesmo quando não acontece nada é legal.

Sydney está toda roxa com as árvores de jacarandá floridas. Me lembra um pouco Brasília com os ipês. Iran até me disse que as duas árvores são da mesma família. Gosto tanto dessas árvores quando estão floridas.

Em Melbourne está acontecendo um grande evento de corrida de cavalos. A cidade para e todo mundo de arruma de um jeito meio brega. As mulheres usam chapéus que não são chapéus (chamam-se "fascinators"). É basicamente um mini chapéu grudado na cabeça. Às vezes é um pedaço de tecido e arame. E dai vão beber, apostar em cavalos e usar roupas chiques. Vai entender. Eles devem achar estranho também a gente usar fantasias, sair na rua, encher a cara e torcer pra desfiles de carros enfeitados e mulheres nuas. E velhinhas com roupas de 40 quilos girando com bandeiras.

Sinto saudades de Brasília e de São Paulo. Incrivelmente sinto mais saudade de SP. Até mesmo meu caminho da estação até casa, passando pela Augusta até o centro. Queria que lá fosse tão segura quanto aqui. Não ter paranóia com assaltos é tão bom. E não ter tanta gente desconfiando da gente é maravilhoso. Tem máquinas de "self check in" para tudo: supermercado, tíquetes, aeroporto.

Bem, esse texto não tem tema e não segue nenhuma ordem. Vou apenas escrevendo o que me passa na cabeça. E do lado de fora da janela do avião não tem nada. Não tem casas, não tem estradas, não tem árvores. Só terra. Engraçado como não tem nada no miolo da Austrália, só nas bordinhas do país.

Será que eu vou achar meu caminho nessa viagem? De repente tenho de me perder para me achar...

1 de outubro de 2011

Quase

Mais outro avião, mas agora o ultimo. É de apenas uma hora e meia, mas parece uma eternidade. Só penso em ver meu pai, minha irmã. Só penso no apartamento que ficou três semanas fechado (espero que esteja tudo bem!). Só penso em voltar pra realidade. Mas diferente, sabe? Essa viagem realmente me mudou. E não quero mesmo voltar para o que era antes.

30 de setembro de 2011

A volta

Detesto o cheiro de dentro do avião. Não sei explicar o porquê, mas é algo que já me deixa com um leve enjôo. Dessa vez minha cunhada me deu umas pílulas pra que eu durma e outra para que eu não enjoe. Dormi durante todo o trecho mais complicado (de Auckland pra Santiago, quase doze horas de voo). Aliás, me deu tanta vontade conhecer a Nova Zelândia. Imagina fazer um bungee jump por lá? Ou ver os kiwis? E os maoris? Bom, agora estou aqui no penúltimo trecho, de Santiago para São Paulo e só penso na volta à realidade e como fazer com que isso não fique tão pesado. E é engraçado ouvir a tripulação chilena falando Zau Paulo e abroche el cinturón de seguridad. Quero logo chegar em casa.

29 de setembro de 2011

Le dernier jour

O último dia foi de muita reflexão. Resolvi passear sozinho pela cidade. Dei uma volta pelo Hyde Park, pelo Queen Victoria Building e por outros lugares lá do centro, terminando no por do sol no Darling Harbour. Enquanto isso pensava na vida, em tudo o que vivi e no que quero mudar na minha vida. Quero com certeza levar-me de um jeito mais leve e saudável. Lembro que voltei chorando na outra vez que saí da Austrália há quase dez anos. Dessa vez saio mais leve, mais maduro.

28 de setembro de 2011

Em caso de dano

E quando aparece uma rachadura basta colocar um pouco de massa corrida e tinta, né? Mas pode ser que haja alguma infiltração ou algum outro problema na estrutura. Então é melhor derrubar tudo e construir de novo. Ou basta colocar um quadro ou papel de parede no lugar da rachadura. Bem, na maioria das vezes não é possível quebrar e construir tudo de novo, então o jeito é apelar para alguma solução paliativa. Minha vontade é correr e construir tudo novo, mas isso não é possível - ou eu não sei como fazer. Conversei a tarde toda sobre minha vida e sobre todas as possibilidades e parece que a melhor solução é mesmo me afastar. Não dá mais pra viver em frações de mim. Eu sou um todo.

27 de setembro de 2011

Diz que fui por aí

Coloquei meu tênis, peguei alguns trocados, as chaves e os fones de ouvido e saí. Sem a menor ideia de onde ir ou o que fazer. Aliás, estou ouvindo David Bowie e até agora não sei para onde ir. Dei uma olhada em algumas lojas, mas a essa hora quase tudo está fechado. Vou continuar andando e a minha grande interrogação é beber uma cerveja ou tomar um café...

26 de setembro de 2011

Localizador

Hoje foi a primeira vez que realmente saí por conta própria por aqui. Peguei o metrô, desci na estação, caminhei até o Darling Harbour e fui resolver algumas coisas. Fiz tudo o que tinha de fazer e voltei. Isso me faz sentir integrado à cidade, ao cotidiano daqui, pegar o trem, depois o monorail, caminhar pelas galerias do QVB, sentir a cidade se movimentar.

25 de setembro de 2011

In concert

Nunca vou me esquecer da sensação de ouvir um concerto na Opera House. Tudo lá dentro faz parecer que se está numa nave espacial de concreto e madeira, pousada bem na beira do mar. Fazia muito tempo que eu não escutava música clássica, ainda mais em um concerto, e foi ótimo poder perceber que eu realmente curto e que sinto falta da época que tocava violino. Uma sensação estranha e boa ao mesmo tempo. Me senti velho por ter gostado tanto do concerto, mas ao mesmo tempo me encheu de inspiração para colocar mais música na minha vida. E quem sabe até mais música clássica! E pra terminar o dia, fomos num clube meio burlesco, o Victoria Room, me senti no começo do século passado por causa da decoração antiga e dos shows de pole dancing, de tecido e tudo mais. E dividir uma bacia de bebida com os amigos é uma delicia, cada qual com seu canudinho. Vou adotar pras próximas reuniões lá em casa.

23 de setembro de 2011

Onde vivem os monstros?

Esses últimos dias me deram mais vontade de mudar, em todas as acepções. Mudar de cidade, mudar-me, mudar. Percebi que a vida acontece. Eu sei, isso é ridículo, mas antes eu me sentia preso em uma cúpula onde minha vida sempre se repetia. Mas a vida acontece até mesmo nessas situações. O que quero agora é dar uma mexida em tudo, trazer coisas novas, acrescentar, mover as coisas. Não quero mais aquele olhar parado, sem vida. Quero que minha vida aconteça. Essa viagem tem me dado várias ideias e inspirações para isso. E os monstros? Eu nem sei mais onde vivem...

22 de setembro de 2011

Cine

A tarde calma e resolvi ir sozinho no cinema aqui perto, o Dendy, um cinema que só passa filmes alternativos. Resolvi deixar o destino escolher o filme e simplesmente fui andando pra lá (a King Street é minha rua favorita, parece a Augusta). Entrei no filme que ia começar e foi uma ótima surpresa. Chama-se Beginners, com o Ewan McGregor. Um filme que me deixou pensando um monte sobre minha vida, me deu vontade de ser mais criativo. Sério, está viagem está mudando minha vida de tantas formas diferentes, mudando conceitos, mudando quase tudo. E no caminho um cara me para e fala que adorou meu tênis. Hã? Ok! Dai ele tem um site de streetwear especializado em sneakers. Chama-se I Dig Your Sole Man. Se ele publicar minha foto, depois coloco o link e a foto aqui (ele publicou! http://www.idigyoursoleman.com/2011/10/brasilia-sydney.html). O site é muito bacana! E hoje é aniversário da minha cunhada, vai rolar um jantar agora. Tá muito engraçado meu blog voltar a ser diário de adolescente. Isso é tão 2001. Hahahhahahahah! Mas sério, eu quero muito ler isso tudo depois daqui a alguns anos!

21 de setembro de 2011

Mar e ar

Ja comecei o dia na água. Uma ferry pra Manly. Um barco enorme que funciona como um ônibus. Ou algo assim. E logo em seguida fomos à Sydney Tower, um mirante enorme. O dia estava absolutamente incrível, sem nenhuma nuvem e deu pra toda a cidade lá de cima. E de novo, um restaurante giratório, em que a gente podia comer tudo à vontade, os tais dos all-you-can-eat-buffets. Sério, muita comida. E como ferias são quase sempre sobre comida e passeio, fomos em um restaurante mexicano aqui perto. Pedi um ceviche e veio uma gororoba de peixe cru, guacamole e doritos. Hã? Mas ok!

20 de setembro de 2011

Tontericius

E ai que perdi um dia inteiro, indo do sofá pra cama, da cama pro sofá. Tontura, dor de cabeça, enjôo. Não tenho ideia do que tenha me causado isso, pode ter sido desidratação, poucas horas de sono, alguma coisa que comi ou só frescura mesmo. Enfim, estou ótimo agira, foi bom ter descansado um dia inteiro. E ah, essa foto não tem nada a ver com o texto, foi de uma ida ao Fish Market, um dos lugares mais bacanas aqui.

19 de setembro de 2011

Cumple hermano

Deve ter uns seis anos desde que meu irmão arrumou as malas e veio morar em Sydney. Desde então, esse ano foi a primeira vez que pudemos comemorar seu aniversario juntos. E engraçado vê-lo tão triste com a chegada aos 36, mas ao mesmo tempo perceber que ele estava feliz com o tanto de coisas que melhoraram nos últimos anos. E nesse dia fomos em um restaurante que gira, localizado no topo de um dos prédios mais altos aqui da cidade. Eu sou meio fresco com movimento, enjôo até em elevador, então é claro que fiquei bem mareado com todo esse movimento! Foi ótimo poder comemorar o aniversário, tanto o meu quanto o dele.

18 de setembro de 2011

Nuncas

Nesses últimos dias foram vários nuncas. Por exemplo, tomei café da manhã chinês, o Yum Cha, cheio de dumplings, de coisinhas de arroz e de comidas deliciosas. Comi também caranguejo sem casca (softshell crabs), uma maldadezinha, mas deliciosos. Bem, é maldade porque pegam os bichos quando estão mudando de casca devido ao crescimento. Fui no melhor museu que já fui, a Sydney Art Gallery, um museu de verdade, com um andar de arte clássica, outro de moderna e outro com mostras. Andei a pé na Harbour Bridge, fui num parque de diversões (o Luna Park), conheci o Jardim Botânico, vi uns prédios incríveis (como o Queen Victoria Building). Andei de trem. Comi Goulash em um restaurante polonês incrível, fui numa baladinha linda do lado da Opera House, andei a pé por toda a King Street vendo todas as lojinhas descoladas. Fui num festival brasileiro em Darling Harbour, tipo um carnaval fora de época pros brasileiros matarem a saudade e para os gringos curtirem um pouco dos estereótipos do Brasil, briguei com minha mãe no meio da rua, mas me acertei. Alias, to tentando viver minha vida mais leve, me divertir mais e curtir mais o que aparece pela frente. Isso é Austrália pra mim!

14 de setembro de 2011

Montanha azul

Uma pequena viagem de carro pra duas cidades aqui perto. Um parque de animais com cangurus, coalas e outros bichos australianos pra se ver de pertinho e ainda passar a mão. Vi até um canguru albino e um coala recém-nascido. Depois um passeio por Blue Mountain, o que me lembrou muito da Chapada. Destaque pra essa formação rochosa que se chama Três Irmãs, um lugar com uma bonita lenda aborígene sobre amor e outras coisas que eu já me esqueci. Nem enjoei na estrada!

12 de setembro de 2011

Bondai

Praia é bom até quando faz tanto frio que nem dá vontade de entrar na água. Ainda mais quando se mora tão longe do mar! Bondi é uma das praias mais lindas que eu já fui! Mas o que achei mais louco foi um clube de natação do lado da praia, com uma das piscinas mais incríveis, colada na praia. E hoje foi o dia que consegui tirar fotos com a câmera nova, cheia de firulas e efeitos. Fotos lindas, quase todas no semiautomático, pois ainda não dou conta de me jogar no modo manual!


11 de setembro de 2011

Cumples

Se eu aumentasse um ano de idade pra cada comemoração de aniversário, bem, eu estaria com mais de trinta, com certeza. Uma ainda em agosto junto com minha irmã, uma em São Paulo, com meu amor, outra com meu amor em São Paulo, outra no meu apartamento com meus amigos e agora uma aqui em Sydney! Agora acho que só ano que vem mesmo...