18 de março de 2026

Parece outra vida



Há mais ou menos seis anos começava a pandemia aqui no Brasil. De repente nos mandaram trabalhar de casa, sem nenhum preparo, sem programas e sem acessos. Em poucas semanas tudo mudou, passamos a trabalhar de casa com programas de vídeo chamadas, documentos salvos na nuvem e planilhas de atividades. Foi essencial poder trabalhar de casa e se adaptar. Mas o mundo do lado de fora parecia um filme apocalíptico. Máscaras, álcool em gel, entregas de produtos em casa. Parece uma época longínqua, há muitos anos. Uma outra vida. Desde então trabalho de casa no mesmo trabalho com praticamente as mesmas atividades. Amo trabalhar de casa e desde o começo me senti adaptado. E meus dois "estagiários" (os cachorros) sempre me ajudam muito. Uma pena que várias empresas resolveram acabar com o trabalho remoto ou instituíram o trabalho híbrido. Por aqui, ainda bem, continuo no remoto.

4 de março de 2026

Ciclos



Ultimamente tenho comprado umas cuecas baratas, dessas que vendem em pacote com cinco unidades. Pra mim o que é importante é que sejam 100% de algodão. Acho confortável, gosto do algodão. E não importa se são essas cuecas baratinhas ou então as caras de marca, elas sempre vão rasgar ou o elástico vai ficar relaxado. Eu tava com algumas nessa situação e foi como um bálsamo jogar as antigas fora e abrir um pacote novo de cuecas. Parece que foi um autocuidado e pensei no porquê eu preciso usar as minhas cuecas e roupas até praticamente ficarem imprestáveis. E então me veio a resposta: porque o contraste com as peças novas é maravilhoso. E vi que uso essa mesma ideia em praticamente tudo na minha vida. Só consigo trocar quando está completamente usado. É assim com café, chá, xícaras, panelas, tudo. Detesto estragar coisas. Penso na cadeia de produção e como tudo de certa forma vai parar nos aterros sanitários. Então tento usar tudo ao máximo. Não tem jeito, não tem compensação, não tem lixo zero, mas ao menos fico com a consciência um pouco mais tranquila. Só um pouco.