27 de maio de 2026

Um pouco de mato




Enchemos o carro com algumas coisas (vinhos, cervejas, panelas, facas, frutas, pães e macarrões), pegamos os cachorros e fomos para o meio do mato. Mas é um mato perto de casa, coisa de menos de uma hora, aqui dentro do DF mesmo. Um chalé todo charmoso, desses com o teto bem inclinado, quase uma kitnet, mas com um segundo andar que só cabe uma cama e é preciso subir por uma escada que parece de navio. Um dos cachorros pirou e quis conhecer todos os matos ao redor, o outro não via a hora de voltar para casa e procurou pequenos esconderijos para se sentir protegido. Do lado de fora uma banheira, uma fogueira e uma churrasqueira. E, claro, uma vista maravilhosa para pequenos morros de cerrado. Foram dias de tomar vinho ao redor da fogueira, banhos de espuma na banheira e muita música, conversar sobre tudo e ler um pouco. Como pode um final de semana parecer tanto tempo? Voltei para casa renovado, feliz de ter ido para o mato com meu marido e os cachorros, nossa pequena aventura. Quem sabe fazemos outras aventuras, não é tão difícil.

11 de maio de 2026

Listas eternas



Há tantas coisas boas para fazer no mundo. Tantos livros bons para ler, filmes e séries bons para ver, jogos bons para jogar, músicas boas para escutar. Tenho feito listas para não me perder, mas ao invés de diminuir, as listas sempre aumentam. Talvez isso me faz não perder o interesse pela vida e sempre me deixam com aquela sensação de que sempre vão ter mais coisas boas espalhadas pelo mundo. Nunca sinto tédio, pois tenho livros, músicas, filmes, séries e jogos, muito mais do que poderei apreciar em uma só vida. Essa sensação de que o ser humano produz tanta arte e tantas coisas interessantes me motivam para continuar a viver por muitos e muitos anos.