24 de outubro de 2008
Sonhos
23 de outubro de 2008
Breakfast at Airport's

Ver o dia amanhacer, apesar do cansaço do corpo, faz os ponteiros do relógio voltarem alguns anos. Especialmente se você dançou por algumas horas, curtiu um show, riu, conversou besteiras e sentiu uma fome danada. Nada melhor do que um bom e velho café da manhã no aeroporto (já que as opções de comida às cinco da manhã não são assim tão numerosas!). Lembro do capuccino, da tapioca e dos pães de queijo. E da nossa alegria matinal nada usual enquanto pessoas sisudas e cansadas esperavam seus vôos.
22 de outubro de 2008
Pelos ares

20 de outubro de 2008
Na roça

Acordar antes do sol raiar me faz sentir um pouco na roça, mas sair do trabalho ainda de dia faz valer cada hora a menos de sono nessas primeiras semanas de mudança de horário. Tudo bem que a economia de energia de menos de um porcento e o deslocamento do horário de pico no uso de energia podem não se uma boa justificativa, mas anoitecer lá pras oito da noite me convence fácil.
fotografia: por do sol no comecinho da asa sul
17 de outubro de 2008
TGI Sexta-feira
fotografia: experimentos com alta exposição.
16 de outubro de 2008
Attaque Surprise

Eles cantam em francês como aquelas antigas chansons françaises do anos sessenta, mas misturado com uma eletrônica dos anos oitenta. O nome? Vive la Fête. Em resumo, uma bagaceira boa de dançar e de se ouvir. E, claro, muita cerveja e muita vodka pra dançar amanhã ao som de Danny Mommens e Els Pynoo, tudo graças àquela marca de óculos da pimentinha.
fotografia: Midori de Lucca (RG Vogue)
14 de outubro de 2008
Tele-chef

Tem meses que não cozinho nada. Absolutamente nada. O máximo em termos de aventura gastronômica nos últimos meses é colocar o pão de forma na torradeira e inventar algo para pôr em cima das torradas: omelete, geléia, manteiga, requeijão e, claro, salpicar algumas ervinhas pra dar um gosto, enquanto a água do chá esquenta no microondas.
Já cozinhei algumas coisas, é verdade: uma lasanha de beringela aqui, um suflê ali, mas nada muito elaborado. Apesar disso, adoro ver programas de culinária para, quem sabe, me inspirar a voltar ao mundo do forno-e-fogão, além de me deliciar com as imagens maravilhosas. Gosto muito de Jamie Oliver, Kylie Kwong e até Ana Toscano, Ana Maria Braga e Olivier Anquier.
Mas se eu fosse um chef de televisão, gostaria de ser como Nigella Lawson. Em seu programa ela parece estar confortável em casa (ou fazendo os quitutes para um festa de amigos dali a algumas horas) quando entra uma equipe de tv e filma tudo o que ela faz. E ela não se preocupa se a comida que está preparando não é das mais saudáveis, o importante mesmo é ser gostosa, pois ela realmente adora comer. E faz seus pratos com toda a naturalidade possível, sujando as mãos com a massa, experimentando os molhos e dando seu toque à comida. O cenário é realmente maravilhoso. Uma cozinha normal, ou melhor, uma cozinha um pouco acima da média, e seus filhos transitam por ali, seus amigos degustam seus pratos e ela sempre linda preparando pratos maravilhosos. A câmara só espiando, meio escondida, em planos criativos e com alguns desfoques propositais.
Sempre fico hipnotizado ao ver Nigella. Tanto na versão express, para aqueles dias em que não se tem tempo para cozinhar algo elaborado, ou ainda em outros programas em que ela ensina a fazer verdadeiros banquetes. E, claro, as imperdíveis temporadas de verão nas férias.
fotografia: nigella.com
12 de outubro de 2008
Algumas horas depois

Cabelo é só um anexo da pele, uma fibra natural formada por queratina. O meu é naturalmente preto, bem preto, pra dizer a verdade, além de meio ondulado e com alguns poucos fios brancos. Às vezes me deixa um pouco como Bob Dylan, outras como Mia Farrow em "O bebê de Rosemary". Aliás, isso tudo em somente algumas horas, separadas por um engarrafamento monstruoso, uma viagem para uma cidadezinha simpática, alguns cigarros, uns hambúrgures e muita conversa. O cabelo Dylan me deixa mais confortável, apesar de mais difícil de manter, já que seus fios são mais rebeldes que um adolescente de treze anos. Por outro lado, as fibras queratinizadas do modelo Mia são mais educadas e sabem ficar em seu lugar, apesar de precisar amadurecer um pouco mais (quem sabe após crescerem alguns milímetros). Mas o bom é isso: o cabelo pode ser Dylan, Mia, Bob Marley e até, quem sabe, Kojak, por quê não? E voltar a ser Dylan ou Mia ou Marley. E terminar quase que obrigatoriamente com Kojak (ou optar por Zacarias).
9 de outubro de 2008
Plenários e platelmintos

Ver de perto aqueles ministros e a ex-ministra é uma sensação no mínimo engraçada. A qualquer momento eu esperava ver a legenda com o nome e o cargo daquelas pessoas, seguida por uma narração em off de algum jornalista sobre o evento. Mas lógico, isso só acontece na cabeça maluca de algumas pessoas.
No plenário várias gravatas e alguns terninhos. E eu no meu combo diário de jeans, camiseta e tênis. Vários computadores e palms ao redor, mas meu caderninho e caneta já quebravam um galhão. Pra qual jornal você trabalha? Bem, pra nenhum, não sou jornalista e nem faço comunicação. Err... faço direito. Ah, tá. Os ministros chegaram.
foto: uma das esteiras de um dos túneis do Congresso Nacional, tirada sem flash que é pra não pagar de turista.
7 de outubro de 2008
Milk: shaken, not stirred!
6 de outubro de 2008
É brega, mas é bom!
3 de outubro de 2008
2 de outubro de 2008
Gotículas
1 de outubro de 2008
30 de setembro de 2008
Le libre est sur la table
O texto da foto é uma entrevista de dezembro de 1995 que Keanu Reeves deu para a revista francesa de cinema Studio Magazine.
29 de setembro de 2008
Das coisas esquecidas atrás da estante

A casa é antiga e estava toda tomada por cupins. Alguns litros de veneno malcheiroso, cinco dias e dois homenzinhos vestidos de azul e com máscara de gás depois, conseguimos nos livrar desses insetos malditos. O lado bom, se é que há, foi o de nos obrigar a reorganizar todas as quinquilharias: armários, estantes, prateleiras e gavetas tiveram de ser completamente esvaziados, pois para combinar com a casa antiga, praticamente todos os móveis são de madeira e já têm algumas décadas. No meio de toda essa bagunça alguns tesouros foram encontrados, como fotos perdidas, sapatos, discos e até esse cartucho do pac-man. Lembro tanto do come-come, ou melhor, a bolinha amarela que comia pontos e frutinhas e fugia de fantasmas coloridos! Muitas, mas muitas tardes de atari e vitamina de banana com neston.
26 de setembro de 2008
Corre-corre
Eu corro pra ler os textos dentro do prazo, pra terminar o relatório da semana, pra fazer o salário durar o mês inteiro, pra não chegar (tão) atrasado nos lugares e agora inventei de correr meia hora todos os dias na academia. Aliás, é maravilhosa a sensação de finalmente conseguir terminar esses trinta minutos sem precisar diminuir a velocidade ou achar que se está prester a ter um ataque cardíaco. E apesar do suor e da respiração ofegante, correr é viciante.
25 de setembro de 2008
Fleuma

Não gosto de falar de minhas coisas pessoais. Até deixo escapar algum perrengue ou alguma frustração para aquelas pessoas mais especiais, mas em geral costumo resolver tudo sozinho. Tudo bem que às vezes vem aquela tristeza que teimo em dizer que "me bateu um negócio ruim do nada, acredita?", mas o bode logo vai embora. Mentira, nem sempre tão logo, mas uma hora vai embora.
Só fui me dar conta do tamanho desse mecanismo de defesa há pouco tempo em uma reunião de trabalho que descambou mais para uma terapia de grupo. Não tenho problema nenhum em ouvir os outros ou mesmo dar alguma opinião quando me perguntam, o difícil mesmo foi o "e você?". Engasguei, gaguejei e acabei falando alguma memória de infância que tinha a ver com o assunto da vez: "conflitos de família". Isso gerou uma reação inusitada pra mim: "Nossa! Você é bem maduro pra sua idade! No seu lugar eu teria feito um escândalo!". Ok, esse sou eu desde pequeno: na minha, sempre tranqüilo, mesmo em situações malucas.
24 de setembro de 2008
Automóvel



Dirigir, apesar de todas as barbeiragens, falcatruas e engarrafamentos, ainda é um dos meus momentos mais relaxantes. E olha que é bem difícil equilibrar o pensamento, que sempre vai bem longe, com os movimentos e luzes dos carros ao redor.
Essas fotos foram tiradas no fim da tarde, sem flash e com muito tremelique do carro (sempre gosto do resultado).
23 de setembro de 2008
Mar de leite
"Ensaio sobre a Cegueira" (2008, Brasil, Japão e Canadá). Dir. Fernando Meirelles. Com Julianne Moore, Alice Braga, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael Garcia. Foto: Alexandre Ermel.



