23 de setembro de 2011

Onde vivem os monstros?

Esses últimos dias me deram mais vontade de mudar, em todas as acepções. Mudar de cidade, mudar-me, mudar. Percebi que a vida acontece. Eu sei, isso é ridículo, mas antes eu me sentia preso em uma cúpula onde minha vida sempre se repetia. Mas a vida acontece até mesmo nessas situações. O que quero agora é dar uma mexida em tudo, trazer coisas novas, acrescentar, mover as coisas. Não quero mais aquele olhar parado, sem vida. Quero que minha vida aconteça. Essa viagem tem me dado várias ideias e inspirações para isso. E os monstros? Eu nem sei mais onde vivem...

22 de setembro de 2011

Cine

A tarde calma e resolvi ir sozinho no cinema aqui perto, o Dendy, um cinema que só passa filmes alternativos. Resolvi deixar o destino escolher o filme e simplesmente fui andando pra lá (a King Street é minha rua favorita, parece a Augusta). Entrei no filme que ia começar e foi uma ótima surpresa. Chama-se Beginners, com o Ewan McGregor. Um filme que me deixou pensando um monte sobre minha vida, me deu vontade de ser mais criativo. Sério, está viagem está mudando minha vida de tantas formas diferentes, mudando conceitos, mudando quase tudo. E no caminho um cara me para e fala que adorou meu tênis. Hã? Ok! Dai ele tem um site de streetwear especializado em sneakers. Chama-se I Dig Your Sole Man. Se ele publicar minha foto, depois coloco o link e a foto aqui (ele publicou! http://www.idigyoursoleman.com/2011/10/brasilia-sydney.html). O site é muito bacana! E hoje é aniversário da minha cunhada, vai rolar um jantar agora. Tá muito engraçado meu blog voltar a ser diário de adolescente. Isso é tão 2001. Hahahhahahahah! Mas sério, eu quero muito ler isso tudo depois daqui a alguns anos!

21 de setembro de 2011

Mar e ar

Ja comecei o dia na água. Uma ferry pra Manly. Um barco enorme que funciona como um ônibus. Ou algo assim. E logo em seguida fomos à Sydney Tower, um mirante enorme. O dia estava absolutamente incrível, sem nenhuma nuvem e deu pra toda a cidade lá de cima. E de novo, um restaurante giratório, em que a gente podia comer tudo à vontade, os tais dos all-you-can-eat-buffets. Sério, muita comida. E como ferias são quase sempre sobre comida e passeio, fomos em um restaurante mexicano aqui perto. Pedi um ceviche e veio uma gororoba de peixe cru, guacamole e doritos. Hã? Mas ok!

20 de setembro de 2011

Tontericius

E ai que perdi um dia inteiro, indo do sofá pra cama, da cama pro sofá. Tontura, dor de cabeça, enjôo. Não tenho ideia do que tenha me causado isso, pode ter sido desidratação, poucas horas de sono, alguma coisa que comi ou só frescura mesmo. Enfim, estou ótimo agira, foi bom ter descansado um dia inteiro. E ah, essa foto não tem nada a ver com o texto, foi de uma ida ao Fish Market, um dos lugares mais bacanas aqui.

19 de setembro de 2011

Cumple hermano

Deve ter uns seis anos desde que meu irmão arrumou as malas e veio morar em Sydney. Desde então, esse ano foi a primeira vez que pudemos comemorar seu aniversario juntos. E engraçado vê-lo tão triste com a chegada aos 36, mas ao mesmo tempo perceber que ele estava feliz com o tanto de coisas que melhoraram nos últimos anos. E nesse dia fomos em um restaurante que gira, localizado no topo de um dos prédios mais altos aqui da cidade. Eu sou meio fresco com movimento, enjôo até em elevador, então é claro que fiquei bem mareado com todo esse movimento! Foi ótimo poder comemorar o aniversário, tanto o meu quanto o dele.

18 de setembro de 2011

Nuncas

Nesses últimos dias foram vários nuncas. Por exemplo, tomei café da manhã chinês, o Yum Cha, cheio de dumplings, de coisinhas de arroz e de comidas deliciosas. Comi também caranguejo sem casca (softshell crabs), uma maldadezinha, mas deliciosos. Bem, é maldade porque pegam os bichos quando estão mudando de casca devido ao crescimento. Fui no melhor museu que já fui, a Sydney Art Gallery, um museu de verdade, com um andar de arte clássica, outro de moderna e outro com mostras. Andei a pé na Harbour Bridge, fui num parque de diversões (o Luna Park), conheci o Jardim Botânico, vi uns prédios incríveis (como o Queen Victoria Building). Andei de trem. Comi Goulash em um restaurante polonês incrível, fui numa baladinha linda do lado da Opera House, andei a pé por toda a King Street vendo todas as lojinhas descoladas. Fui num festival brasileiro em Darling Harbour, tipo um carnaval fora de época pros brasileiros matarem a saudade e para os gringos curtirem um pouco dos estereótipos do Brasil, briguei com minha mãe no meio da rua, mas me acertei. Alias, to tentando viver minha vida mais leve, me divertir mais e curtir mais o que aparece pela frente. Isso é Austrália pra mim!

14 de setembro de 2011

Montanha azul

Uma pequena viagem de carro pra duas cidades aqui perto. Um parque de animais com cangurus, coalas e outros bichos australianos pra se ver de pertinho e ainda passar a mão. Vi até um canguru albino e um coala recém-nascido. Depois um passeio por Blue Mountain, o que me lembrou muito da Chapada. Destaque pra essa formação rochosa que se chama Três Irmãs, um lugar com uma bonita lenda aborígene sobre amor e outras coisas que eu já me esqueci. Nem enjoei na estrada!

12 de setembro de 2011

Bondai

Praia é bom até quando faz tanto frio que nem dá vontade de entrar na água. Ainda mais quando se mora tão longe do mar! Bondi é uma das praias mais lindas que eu já fui! Mas o que achei mais louco foi um clube de natação do lado da praia, com uma das piscinas mais incríveis, colada na praia. E hoje foi o dia que consegui tirar fotos com a câmera nova, cheia de firulas e efeitos. Fotos lindas, quase todas no semiautomático, pois ainda não dou conta de me jogar no modo manual!


11 de setembro de 2011

Cumples

Se eu aumentasse um ano de idade pra cada comemoração de aniversário, bem, eu estaria com mais de trinta, com certeza. Uma ainda em agosto junto com minha irmã, uma em São Paulo, com meu amor, outra com meu amor em São Paulo, outra no meu apartamento com meus amigos e agora uma aqui em Sydney! Agora acho que só ano que vem mesmo...


10 de setembro de 2011

Ozland interplanetária

Eu achei que nunca fosse chegar, devo ter trocado umas quatro vezes de avião e ficado uns dois dias dentro deles e de aeroportos. Mas cheguei, apesar de todo o enjôo que senti. Na volta vou me encher de remédios!

Mas eu ainda nem acredito que cheguei. Sydney é tão linda! E estar aqui na casa do meu irmão e da minha cunhada, de tão bom parece não ser de verdade. Parece um daqueles sonhos gostosos!

Passar o aniversario dentro de um avião em cima do oceano foi realmente a primeira vez! Mas nesse ano comemorei umas cinco vezes o aniversário! E ainda ganhei uma festa aqui!

Sydney ainda parece um mundo completamente desconhecido, mas espero conseguir me sentir em casa daqui a alguns dias!

Só penso no Brasil e na saudade que sinto da minha casa, do meu amor que está em São Paulo, dos meus amigos de Brasília e do meu pai e da minha irmã!

Me sinto um pouco um viajante interplanetário!


4 de setembro de 2011

Memórias paulistas

Sempre volto de lá com um sorriso no rosto, como se fosse de novo o começo do namoro. Novos lugares, novas ruas, novos amigos. E sem contar, claro, de podermos novamente, mesmo que por alguns dias, dormir juntos, beijarmos, abraçarmos, como na época em que dividíamos aquele apartamento no fim da Asa Norte, agora tão grande com a sua ausência. Mas logo estaremos de novo juntos, casados no papel ou não. Mal posso esperar...

19 de agosto de 2011

Maldita margarina

Nunca havia chorado na frente de alguém estranho. E então estava lá sentado e chorando. Eu chorava por sentir que ela havia desistido de mim, por não me entenderem. Tentei entendê-los. Achei que assim tinha finalmente conseguido recuperar nossa ligação, o elo social, umbilical e afetivo. E vi que nada é assim tão simples. Eu havia lutado, mas agora tudo isso parecia sem importância. Talvez eu quisesse lutar apenas por mim mesmo, num sentimento egoísta de querer o bem-estar de todos. Nós não somos comercial de margarina. Nós não precisamos nos entender simplesmente por termos nossa ligação. Somos diferentes e é isso que torna tudo mais fácil de compreender. Chega de idealização.

18 de agosto de 2011

Ainda sobre mudanças

Percebi o tanto que mudei nos últimos meses, mesmo fisicamente. Vi que tinha muita coisa ali embaixo do tapete e não estava bem. Tentei colocar os pingos nos is, baguncei, ajeitei e, enfim, não adianta, vai ficar bagunçado mesmo. Talvez esse seja o sentido: bagunça nas relações sociais. Eu sei que sou fechado, que não compartilho quase nada, mas não sei fazer de outra forma. Mas ao menos agora consigo me colocar mais no papel de sujeito. Um resujetificação. Eu sei, isso nem é uma palavra. Ou uma desobjetivação? O que importa é que invisto mais em mim.

16 de agosto de 2011

Ciclos

Nunca senti tão próximos os fechamentos de vários ciclos. Curso, trabalho, cidade, viagem. Claro, me dá um frio na barriga começar do zero, mas o que mais me sufocou foi a sensação de encerramento, de como é tranquilo aguentar o tranco, mas ao chegar na proximidade da linha de chegada bate aquele desespero. Pior quando essa sensação chega antes de sequer avistar a tal linha de chegada. Mas os ciclos terminam, outros começam, tudo ao mesmo tempo. E tudo caminha mais tranquilidade de novo. E a ansiedade volta. E depois a tranquilidade. E os ciclos. E tudo de novo...

15 de agosto de 2011

Criatividade

Ultimamente tenho me mantido em um estado de acriatividade. Aliás, nem sei se isso é exatamente uma palavra, mas o fato é que o cotidiano tem me sugado de uma forma que a vida se tornou quase um autômato. E quando percebo lá se foram várias idéias deixadas para depois, lá se foram momentos não aproveitados. Acho até que isso é uma das causas da minha angústia crônica. De qualquer forma, o que me ajudou foi encontrar essa listinha com trinta e três formas de manter-se criativo. Vou ver se isso me faz reacender a vontade de escrever, produzir e curtir, saindo um pouco do preto-e-branco do dia-a-dia.


Infelizmente não sei quem é o autor dessa listinha. Enfim, coisas perdidas pela internet. Já estou no número três, a tal da escrita livre, afinal de contas não paro de fazer listas e sempre tenho um caderno ou o bloco de notas do celular a mão!

1 de agosto de 2011

Seguindo

O mês de julho foi tenso, mas agosto já chega aí cheio de graça. Ainda falam que é o mês do desgosto, do cachorro louco e, sei lá do que mais. Ah, do meu inferno astral. Ok, que liga pra esses agouros?! O importante é que depois de hibernar no último mês, consegui começar a resolver vários problemas pessoais. Após uma série de pequenas crises, finalmente consegui reencontrar o rumo da minha vida. Pude me reaproximar da minha família, pois mesmo que próximos fisicamente, estávamos meio distantes. E dei os primeiros passos para ano que vem. Tudo isso na última semana do mês. E agora quero um mês mais leve, mais produtivo e mais intenso!

15 de julho de 2011

Seco

Estou completamente seco. Rachaduras, fissuras, cascas. Nasci aqui, deveria estar acostumado com os meses de deserto, mas talvez nunca me acostume...

14 de julho de 2011

Não sei

Os dias têm sido leves. Comecei a escrever a monografia da pós-graduação e o que me ajuda é fingir que sou um escritor e a mono é na verdade um livro que me encomendaram. E aos poucos vou escrevendo e saio, tomo minha cerveja com as amigas. Fico levemente alcoolizado como agora, mas tudo bem. E só penso no fim de semana que vem, pois estaremos juntos. Aliás, os dias que estamos juntos parecem faz-de-conta, de tão incríveis que são. Já faz quatro meses que você se mudou e um pouco mais de um mês que a gente se vê. A vida continua e a gente precisa se redescobrir todos os dias. Sempre uma coisa nova, um novo aspecto, uma nova realidade. A vida é mais fácil do que parece.

I

13 de julho de 2011

Figuração

Eu nunca gostei das luzes em minha direção, fico bem ao estar no canto, um pouco fora do foco principal. Não sou muito de aparecer, chamar atenção. Sempre o figurante, no máximo um coadjuvante. E aí que se minha vida fosse uma série, talvez fosse a hora de meu personagem ganhar um spin-off, um série só dele. Pode não ser tão divertida quanto a série principal e quem sabe não chegue nem à segunda temporada, mas vai ser legal e desafiador assumir o papel protagonista. Quem sabe até me surpreenda!

5 de julho de 2011

Se eu fosse eu

Lembrei dos Mutantes e da música "meu refrigerador não funciona". Porém, meu refrigerador vai muito bem obrigado, o que não funciona é a lavadora de roupas. Houve barulho, houve fumaça e, por fim, silêncio. Eu podia surtar, mas fiquei tranquilo, numa calmaria que nem eu mesmo entendi. E continua comigo. Uma calmaria que nada tem que ver com máquinas, refrigeradores ou essas coisas. Sinto como se eu simplesmente tivesse girado uma chave na minha cabeça e escolhido o modo suave da vida. Mudei de perspectiva, tirei várias toneladas das costas. Simples assim. Como se eu descingisse como ser eu mesmo.