24 de dezembro de 2021

então é natal...

Não sou muito natalino. Gosto dos presentes e das comidas, mas não faço questão da simbologia. Aqui em casa nunca montamos árvore de natal ou colocamos nenhum enfeite. Hoje o natal vai ser eu, meu marido e nosso cachorro. O cardápio vai ser pão de queijo recheado com lombo e bebidinhas. Com a pandemia de COVID e o surto de influenza decidimos não encontrarmos nossas famílias, mesmo que a gente tenha tomado a terceira dose anteontem (meu braço ainda dói um pouco!). A gente deve ter se contaminado nessa época do ano passado e acho que ficamos traumatizados. Eu realmente achei que ia morrer e não tenho ideia de como nos contaminamos. Enfim, o trauma está aqui e acho que vai ficar um tempo ainda, não me imagino sem máscara pff2 e encontros com pessoas. Tudo bem. Segundo ano já. Todo mundo se adapta e cada um faz o que se sente mais confortável. Hoje encomendamos algumas coisas numa padaria aqui perto pra comer amanhã, já que tudo é fechado. Rabanada, panetone e dois pães recheados natalinos (um chama tortano e outro frolá, nunca ouvi falar). As rabanadas, claro, a gente já comeu um pouco. Rabanadas fininhas e crocantes. Que delícia! Natal pra mim é só as comidas gostosas. 

22 de dezembro de 2021

3ª Dose

Hoje tomei a terceira dose da vacina de COVID-19 e foi tranquilo. O posto não estava vazio, mas também não estava lotado. Em meia hora já estava com a vacina no braço. Não senti nada, além da dor no braço. Tão bom poder tomar essa vacina e me sentir mais seguro. Continuo com a máscara PFF2 e praticamente não tenho saído, além de mercado, farmácia e ver meus pais. E mesmo na casa deles, continuo de máscara. Não é fácil, mas estamos vivos. E vamos superar essa pandemia!

9 de dezembro de 2021

Tão bom férias



Já tem uma semana que estou de férias e acho que só agora tenho conseguido relaxar mesmo. É tão importante parar e não fazer nada. Na verdade minha rotina continua quase a mesma, mas sem o trabalho. Tenho continuado com os mesmos cafés da manhã, a yoga, os passeios com o Tominhas. Não vou viajar, ainda não me sinto seguro para viajar, ainda mais com essa nova variante. Mas mesmo sem viagem, férias são ótimas e necessárias.

1 de dezembro de 2021

Dezembro e férias



Eu já não sinto mais o tempo passar, como se estivesse em um limbo. Mas o tempo continua, mesmo que e não o sinta. E então chega dezembro e finalmente as férias. Último dia de trabalho do ano. Estou cansado, entediado. Não tenho planos para as férias além de ler, caminhar, talvez andar de bicicleta, ajeitar algumas coisas em casa. Nada de concreto. Quero não ter compromisso, não pensar muito. Acho que não vai ser tão diferente da minha rotina normal, mas sem precisar trabalhar. Enfim, férias.

26 de novembro de 2021

Sexta



Mais uma sexta, a última de novembro. Aliás, nem senti esse mês passar. O tempo tem corrido, mas tudo bem. Aos poucos a gente sobrevive. Daqui a pouco serão dois anos desde que a pandemia começou aqui no país. Acho que já faz dois anos desde as primeiras notícias. Agora uma nova variante, mais uma. Já estou acostumado com as máscaras e restrições, então acho que serão mais alguns meses. Não tenho planos para natal, ano novo ou carnaval, nada além de continuar a sobreviver. É o jeito. Mas enfim, chegou a sexta, aos poucos o ano chega ao fim. Mas ao menos tem as sextas e os finais de semana e logo logo minhas férias.

De qualquer forma as coisas em geral estão bem melhores do que no ano passado, então é bom ter esperança. No ano passado ainda não tinha Tominhas e que a vida é tão melhor quando se tem um cachorro. Tenho gostado cada vez mais de nossos passeios e de encontrar essas flores e plantas escondidas aqui perto de casa.

19 de novembro de 2021

Sexta



Finalmente chegou a sexta. Não sei se é o eclipse lunar, o clima chuvoso ou apenas reflexo de uma pandemia de quase dois anos que continua a matar pessoas no mundo todo, mas estou me sentindo sem energia hoje. Não chego a estar triste, mas sem energia para nada. Até minha voz sai fraca. Sinto um cansaço tão grande e nem tenho vontade de fazer nada, mesmo as coisas mais simples. Mas enfim, hoje é sexta e encontrei essa flor de maracujá no portão de um vizinho enquanto passeava com Tominhas. Uma flor estranha, bonita e diferente de tudo. Mesmo nos dias mais chatos e complicados há coisas bonitas e estranhas por aí. Enfim, é sexta.

12 de novembro de 2021

Nem sociável nem antissocial



Sempre que eu via em filmes pessoas que trabalhavam em casa eu pensava que eu gostaria de não precisar ir para a firma trabalhar. Geralmente os personagens eram escritores, artistas, programadores, artesãos, cozinheiros. Eu nunca pensei que poderia trabalhar de casa, mas então chegou a pandemia e meu trabalho foi para casa em março de 2020. O notebook e mouse eu já tinha, mas comprei teclado e suporte para deixar a tela mais alta. Transformei um notebook em um computador de mesa. A gente já tinha um escritório físico aqui em casa, um segundo quarto que usamos para quando alguém vem dormir, mas eu nunca tinha usado para trabalhar ou estudar. De repente eu estudava e trabalhava de casa. Foram três semestres da faculdade feitos em casa e foram ótimos, fiz até aula de fotografia.

Descobri que não sou muito sociável. Não chego a ser antissocial, mas não sinto falta das conversas perto do filtro de água ou da garrafa térmica de café. Não sinto falta das festas mensais de aniversariantes da superintendência. Não sinto falta das reuniões presenciais. Ainda não me sinto preparado para voltar a ter as interações sociais, tenho conversado com meus amigos apenas pela internet e telefone. Eu não consigo tirar a máscara, nem me imagino comer em um restaurante cheio, mesmo com as duas doses da vacina. E de repente convocaram arbitrariamente para metade das pessoas voltar ao trabalho presencial na semana que vem. Corri para fazer os preparativos da adesão ao trabalho remoto permanente.

Acho que ter tido covid me deixou com muito medo de ter novamente. É uma doença pesada. Foram muitos dias de febre, de transpiração, de fraqueza, de falta de olfato e paladar. Foi uma das poucas vezes que pensei que fosse morrer e que meu marido fosse morrer. Fiquei grudado no oxímetro e no termômetro. Não quero viver essa doença novamente. E mais de 600 mil pessoas faleceram desde o começo de 2020 aqui no país

Talvez apenas quando finalmente a pandemia acabar eu me sentirei seguro para ter interações sociais presenciais. Já vejo notícias de aumento de casos nos países do Norte e sinto um calafrio.

Das coisas que vivenciei com a pandemia acho que ficarei com o trabalho remoto, a higienização das compras e a máscara em algumas situações. Mas sinto que estou bem cabreiro e caseiro, depois vou encontrar um equilíbrio, mas aos poucos. De qualquer forma, tenho aprendido mais comigo e a me respeitar.

7 de novembro de 2021

Domingo e simplicidade

O final de semana começou com a queda de energia. Tomamos banho frio, acendemos velas e assamos alguns pães de queijo. Havia algumas músicas salvas no celular e escutamos enquanto conversávamos e bebiamos vinho, que já estavam na geladeira desde cedo. Parecia que estávamos em um acampamento, mas era nossa própria casa. Bom que a gente sempre consegue se adaptar. Três horas depois a energia voltou. Eu na estava com sono e meio bêbado. Acabei pedindo por engano uma meia garrafa, então tomei uma garrafa e meia de tinto e ele sempre com seus vinhos brancos e rosés com bastante gelo. Gosto da nossa rotina e da nossa vida juntos. Já são sete anos nessa casa. Agora é final de domingo. A casa está limpa, a comida da semana preparada, os lençóis trocados. Mais uma semana. Meu marido dorme lá no quarto, nosso cachorro dorme embaixo da mesa da sala e eu estou aqui no sofá. A casa em silêncio. Só o barulho da chuva, dos carros e de alguns pássaros que sempre voam no final da tarde. Não saí de casa hoje, tudo o que precisávamos já estava aqui. Tenho gostado da rotina que criamos, da nossa vida juntos, da tranquilidade. Talvez isso seja envelhecer. Tenho gostado de ficar cada vez mais em casa. Tenho gostado da simplicidade...

3 de novembro de 2021

Feriado para dentro


O feriado não teve nada demais, mas foi maravilhoso. Dias de não fazer nada. De comer besteiras, de beber no domingo em casa, de estar em casa com meu marido e nosso cachorro. Dias de macarrão com lulas, dias de sangria e clericot, dias de panzanella, dias de waffle de pão de queijo. Dias de não fazer nada. Mas ao mesmo tempo não tenho vontade de fazer nada a não ser sobreviver, descansar, recolher-me, virar-me para dentro. Não tenho vontade de olhar para além das janelas da nossa casa.

29 de outubro de 2021

Sexta!

Finalmente a sexta. E com feriadão. Depois de uma semana complicada, ao menos a sexta foi simples. Rolou até a piscina aqui do prédio no final da tarde. E, claro, nosso happy. Já estou no vinho agora, quase no final da garrafa. 

25 de outubro de 2021

A pandemia ainda não acabou



A vacinação tem sido bastante eficiente, os número de mortes diárias têm diminuído e a contaminação também tem caído. Aos poucos a pandemia parece chegar à fase final, espero que não surja mais uma variante. Aos poucos a vida volta ao normal, mas sinceramente ainda não consegui flexibilizar muito. Não tenho vontade de ir para festas, bares ou cinema, apesar de estar praticamente como antes. Não sinto inveja das pessoas quando vejo as fotos. Tenho gostado de ficar em casa e sei que estivesse na rua sem máscara não conseguiria relaxar, mesmo com as duas doses de vacinação e uma contaminação que ocorreu em janeiro do ano passado. Não sei quando conseguirei, mas também não tenho me cobrado. E não tenho cobrado ninguém. Cada um faz o que acha melhor, mas para mim e meu marido o melhor mesmo é ficar em casa, um momento de recolhimento. Que bom que temos uma casa confortável, tenho gostado dessa rotina de idosos. Assistir tv, jogar, ler livros, trabalhar de casa, cuidar do nosso cachorro. A vida segue, uma hora a pandemia vai acabar e vou me sentir de novo confortável para interações sociais. Por enquanto não.

22 de outubro de 2021

Sexta!



Recebi uma proposta para ser coordenador de uma nova área no meu trabalho. Pensei por um minuto enquanto recebia a notícia, agradeci e disse que não queria. Acho que já tinha ensaiado na minha cabeça um diálogo parecido. E me conheço. Não quero coordenar ninguém e ter mais responsabilidade. Prefiro ter uma vida mais tranquila. Sei que estou acomodado, mas a vida não precisa ser sempre uma batalha e estresse. Ainda vou trabalhar muitos anos (mais uns trinta, talvez), então tem muito tempo pela frente, muitas fases da vida, mas agora quero tranquilidade. Eu nem sei que trabalhos eu quero fazer mais pra frente, deixa a vida seguir o próprio rumo. Fiquei feliz com o convite e fiquei feliz de saber dizer não. Pra mim é uma vitória dizer não depois de tantos anos em um sim obrigatório para tudo. Envelhecer vem com autoconhecimento. Já são quase quarenta anos vivendo comigo mesmo.

E finalmente chegou a sexta!

21 de outubro de 2021

Sozinhos



Meu marido viajou a trabalho e foi a primeira vez que ficamos longe há quase dois anos. A casa ficou gigante e silenciosa, já não sabia mais dormir, o almoço e a janta ficaram sem graça sem nossas conversas e os vídeos que a gente assiste juntos na TV. E foi a primeira vez que eu fiquei só com o Tominhas, nosso cachorro. Ele sentiu a falta do meu marido, afinal somos só nós três, e notei que ele ficou mais grudado em mim. Cachorro é um bicho tão esperto e faz companhia mesmo. Eu não me senti só, inclusive conversei com ele várias vezes. Enquanto escrevo ele está aqui perto dos meus pés dormindo.

15 de outubro de 2021

Sexta!

A semana foi mais curta, mas cheia de coisas. Bom que consegui fazer tudo. E ainda conseguimos ir na piscina e ver o por-do-sol. Melhor ainda que não tinha nenhum vizinho. Que o final de semana seja bom!

13 de outubro de 2021

Feriado



Eu tava precisando de um feriado e os dias em geral foram tranquilos. Ontem fiquei inquieto e com tédio, sem saber o que fazer. Não queria mais jogar videogame, nem ler, mas não queria ficar à toa. Comecei a ficar um pouco nervoso, sem entender direito o porquê. Resolvi então fazer minha yoga que costumo fazer às terças e quintas, mas como ontem era feriado não iria fazer. Foi difícil começar, mas depois engrenei e fui até o relaxamento no final. Uma hora depois eu estava bem de novo. Tranquilo, descansado. Yoga não é apenas exercício físico, mas também exercício mental. Concentração, posturas, foco, não pensar em mais nada além do que acontece agora. Que bom que consegui colocar a prática de yoga no meu dia-a-dia. E o resto do feriado correu tranquilamente.

11 de outubro de 2021

Panqueca de amora e banana




Nessa época do ano as amoreiras estão cheias e há várias espalhadas pelas ruas e casas. Ganhei algumas do jardim da minha sogra e resolvi colocar nessas panquecas que faço toda semana. São na verdade crepiocas de banana amassada com um pouco de aveia e acho que são melhores do que as panquecas de trigo que fazia antigamente. Eu não muito fã do gosto residual que fica nas crepiocas, mas com a banana amassada a receita fica perfeita. Basta amassar uma ou duas bananas (quanto mais pretinhas melhor), juntar um ovo inteiro, um pouco de aveia em flocos finos (uma colher de sopa), um pouco de tapioca (uma colher de sopa), uma pitada de sal, misturar bem e adicionar as amoras inteiras. Depois colocar em uma frigideira antiaderente com um pouco de manteiga e após alguns minutos virar com a ajuda de uma espátula, deixando assar por mais alguns minutos. Rende três ou quatro panquecas pequenas ou um panquecão. Ultimamente tenho preferido fazer um panquecão, pois é mais fácil.

8 de outubro de 2021

Sexta!



Finalmente a sexta. Semana enorme e cheia de coisas. Mas sempre chega a sexta e logo depois um feriado. Não quero pensar muito, apenas descansar. Apenas fazer as tarefas que precisam e depois não fazer mais nada. Apenas descansar, curtir e não pensar em nada.

4 de outubro de 2021

A vida é assim



Não importa o que acontece, alguns dias são cheios de tristeza. Talvez seja o cansaço e o medo acumulados nesses quase dois anos de pandemia. Talvez seja apenas algo fisiológico. Talvez seja a vida. Tem dias que são mais difíceis, mesmo que nada de concretamente diferente tenha ocorrido. Mas esses dias passam e chegam outros menos difíceis. A vida é assim. 

1 de outubro de 2021

Sexta!



Depois de voltar ao trabalho, mesmo que remoto é volta ao trabalho, chegar na sexta é sempre bom. Bom que a semana foi mais curta. Mas enfim, hoje é sexta, o clima está fresco e úmido. Tão bom poder respirar e sentir a umidade depois de tantos meses sem chuva... 

30 de setembro de 2021

Tarot



Sempre gostei das cartas de tarot (ou tarô). Mas depois de ler e saber mais sobre Pamela Smith fui atrás de comprar um baralho feito por ela e de estudar um pouco mais sobre o tarot para autoconhecimento. Gosto dos desenhos da Pamela e sinto que ajudam a entender mais sobre cada carta. Tenho tirado apenas para mim. Penso em uma pergunta, embaralho e tiro uma carta. Examino o desenho, penso em como a carta se relaciona ao que eu perguntei e depois faço um jogo de mais algumas cartas e perguntas sugeridas pelo livro da Rachel Pollack. Tem sido uma boa ferramenta para saber mais sobre mim. As cartas sempre atiçam e conectam alguns pensamentos e questões minhas e quase sempre tiro alguma conclusão interessante. Deixo o tarot sempre perto do computador que trabalho e estudo, dentro de uma lata de chá e junto com um tecido que uso para colocar as cartas. É um ritual que tem me feito bem. Os arquétipos, os arcanos, os desenhos, os símbolos, tudo ali ajuda a formar um entendimento. E tem sido um bom exercício.