22 de janeiro de 2026
Acompanhar
14 de janeiro de 2026
Vida e morte
9 de janeiro de 2026
Uma vida bem ordinária
8 de janeiro de 2026
Chá de cidreira
5 de janeiro de 2026
Livros 2025
A prisioneira - Marcel Proust
A fugitiva - Marcel Proust
Tempo recuperado - Marcel Proust
É difícil para mim separar os livros e não tratar os setes volumes, que comecei a ler no ano passado, como um único grande livro com parágrafos que chegam a muitas páginas e poucos capítulos (geralmente dois ou três capítulos por livros) e que me levou quase dois anos para concluir. De longe foi o meu maior feito finalmente ter concluído a saga de Proust. Acho que meu cérebro foi reconfigurado depois dessa façanha, não por ter ficado mais inteligente, mas sim por ter conseguido ter mais paciência com a leitura em que quase nada acontece e em que o narrador é um tanto quanto chato. Mas por trás de todos os saraus, vesperais, peças de teatro e jantares em casas de pessoas ricas da sociedade de Paris do final do século XIX e início do século XX, Proust escreveu sobre o ser humano, as vontades, os desejos, os medos, as inadequações. Minhas partes favoritas foram no Hotel do Jupien, as conversas com o Barão de Charlu, com Oriane e os feitos de Gilberte. Gostei muito de ver um ponto de vista sobre a Primeira Guerra Mundial, de quem não estava ali no front e como a vida precisava continuar apesar da guerra. E pesquisei também sobre o Caso Dreyfus, que é real (e eu não conhecia!) e percorre vários trechos do livro, deixando impossível não fazer paralelos com as guerras atuais. Os relatos de bissexualidade e homossexualidade foram profundos, sem caricaturas e fiquei surpreso que um livro de mais de cem anos parece ainda tão contemporâneo. E todo o tempo fiquei com a máxima de "não confie no narrador", afinal de contas Marcel (que, por coincidência ou não, tem o mesmo nome de Proust) narra tudo em primeira pessoa, sempre de seu ponto de vista. Minha personagem favorita foi a governanta Françoise, acho que por sempre dizer o que pensa, sem se preocupar com educação. Na edição que li havia algumas notas de rodapé que informaram que praticamente todos os personagens foram baseados em pessoas famosas conhecidas por Proust. Mas o melhor mesmo é ler com o distanciamento geográfico e temporal, todas essas pessoas já morreram há anos. E adorei ver as notas do tradutor nos supostos erros de revisão de Proust (quando ele esquece que um personagem já havia morrido ou quando ele troca o parentesco de um personagem). Os últimos volumes não haviam sido publicados quando Proust era vivo. Eu amei ficar tanto tempo imerso nesse mundo, mesmo com a sensação em alguns momentos que a minha leitura não avançava. O final é maravilhoso, uma das coisas mais bonitas que eu já li e é impossível não pensar na passagem do tempo e nas esculturas que a passagem do tempos forma em nós.
Esse foi meu primeiro audiolivro, que veio em parcelas no podcast da Companhia das Letras. Eu adorei a dramaticidade da narração da Tamara Klink e realmente os feitos dela na navegação são incríveis! Eu jamais teria coragem de fazer algo parecido! Mal posso esperar para os próximos livros de Tamara.
Esse livro é uma delícia de ler e gostei de pegar algo leve depois da Maratona Proust. Eu comprei para minha mãe, mas aproveitei para ler também. Adorei conhecer mais sobre os super ricos brasileiros e a escrita de Michel Alcoforado é maravilhosa. E ouvi tantas entrevistas dele em podcasts que sigo que parecia que já o conhecia. Eu li inclusive com sua voz na minha cabeça. E foi ótimo ver tantos amigos postarem fotos com esse livro, que virou uma febre. Imagina um livro baseado em uma tese de doutorado de antropologia alcançar tanta gente!
Esse também comprei para minha mãe de natal e aproveitei para ler. Que delícia esse livro sobre a formação do português brasileiro, de como ele se transformou do latim, sofreu várias influências e chegou no nosso português brasileiro.
Esse também fez parte do pacotão de presente para minha mãe e de certa forma está relacionado ao Latim em Pó. Adoro o jeito que o Caetano Galindo escreve. E gostei de separar as palavras por partes do corpo. Eu me senti em uma aula divertida sobre as origens de várias palavras do português brasileiro.
É maravilhoso ler um livro de um autor que a gente conhece pessoalmente. Esse é o segundo livro que li da Beatriz, o primeiro foi o ótimo Mulheres que Mordem (que li em 2020). Eu devorei esse livro e os relatos dos narradores diferentes. Adorei ver as referências aqui da cidade e pensei em como é fácil enlouquecer. Poderia ser eu ali internado naquela clínica. E o livro vai ganhar versão impressa nesse ano! Que orgulho!
Esse é o primeiro livro de Tati Bernardi e adorei. Gosto muito dos podcasts da Tati e o livro também li escutando a voz da Tati na minha mente. Outro livro que devorei e ri em várias partes.
A pequena biografia de Zé Pedro no começo do livro foi a minha parte favorita do livro. Eu sou fã de Zé Pedro há muito tempo, desde a época do Super Pop. Em uma edição do Night Lab no SESI Lab há alguns anos finalmente consegui ver (e dançar) em um set dele. O livro é ótimo e tem várias curiosidades sobre músicas "mela-cueca" dos anos 60 a 80.
Eu mergulhei nesse livro de um jeito absurdo. Eu vi poucas novelas de Gilberto Braga, mas fiquei doido com Dancin' Days (que vi no Viva) e Vale Tudo (que vi na Globoplay). Que livro maravilhoso! Depois quero assistir mais coisas de Gilberto Braga e espero que a Globo lance mais séries e novelas baseadas nos textos inéditos dele. Eu estou completamente viciado!
31 de dezembro de 2025
Ideias para o ano que vem
14 de dezembro de 2025
Vamos a la playa
1 de dezembro de 2025
Vida e trabalho
20 de novembro de 2025
Sozinho
18 de novembro de 2025
Música com mais calor
10 de novembro de 2025
Disfarce
29 de outubro de 2025
Natureza
17 de outubro de 2025
Simples
30 de setembro de 2025
Trabalha trabalha
Eu não tenho pretensões com meu trabalho. Não penso em avançar na carreira, em escalar a montanha corporativa de sempre procurar melhores postos de trabalho em cargos com maior demanda profissional e maior carga horária. Não penso em virar coordenador, gerente ou diretor. Não tenho o menor talento de ser chefe. Gosto mesmo é de ficar no bastidor e desempenhar minhas funções. Estou há 13 anos no mesmo trabalho e desempenho praticamente as mesmas atividades. Eu gosto do meu trabalho. Tem dias piores e outros melhores, afinal de contas é trabalho. Gosto de receber meu salário no final do mês, não tenho problemas com meus colegas, atendo os prazos e tarefas que me pedem. Mas a cada dia que passa eu percebo que minha vida não é focada no trabalho. Eu não sou o meu trabalho. Meu trabalho é apenas uma parte da minha vida. Uma parte importante que me proporciona ter meu salário para pagar minhas contas e comprar as coisas que preciso (e algumas que não preciso também!). Para mim foi uma libertação não ter que dar orgulho para ninguém de que sou um grande expoente profissional, o grande talento descoberto. Gosto dessa simplicidade e isso que tem me ajudado a sobreviver em vários momentos delicados da minha vida. Não falo do meu trabalho com meus amigos nem com minha família. E não tenho um super salário, mas simplifiquei várias coisas na minha vida para se adequar ao meu dinheiro, sem precisar fazer dívidas ou viver sempre no aperto. Já pensei em procurar outros trabalhos, estudar para concurso, mas na prática é troca seis por meia dúzia. Quando era mais novo pensava em trabalhos utópicos no esquema "trabalhe com o que goste", mas sinceramente não tem nenhuma atividade que eu sinto que seria a minha vocação, não há nada que sinto que nasci para fazer. Ao mesmo tempo sei que mesmo o trabalho mais perfeito do mundo é trabalho e vai ter várias complicações. Realmente não sei ainda o que fazer, mas enquanto não sei, tento viver minha vida. Leio, pesquiso e vivo. Não sinto que estou parado esperando algo acontecer. A vida já acontece.





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